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Gabriela Araújo
Publicado em 31 de julho de 2026 às 05:00
Reduzir as emissões de carbono deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar um fator estratégico de competitividade da indústria baiana. Com investimentos em eficiência energética, modernização tecnológica e ampliação do uso de fontes renováveis, empresas têm buscado tornar suas operações mais sustentáveis, enquanto iniciativas voltadas à transição energética impulsionam o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.>
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o estado concentra, atualmente, R$ 78 bilhões em investimentos verdes previstos, o equivalente a 59% do total de aplicações industriais mapeadas no território baiano. Os projetos estão concentrados, principalmente, em energias renováveis, como eólica e solar, biocombustíveis e veículos elétricos.>
Transição energética
Entre as empresas que têm investido em processos mais sustentáveis nas suas operações está a Unipar. A estratégia da companhia para reduzir a intensidade de carbono de suas fábricas está baseada na modernização tecnológica, na eficiência energética e na ampliação do uso de energia elétrica proveniente de fontes renováveis.>
“Esses investimentos contribuem para aumentar a competitividade da companhia, ao mesmo tempo em que reduzem emissões e fortalecem a sustentabilidade dos negócios da empresa”, declarou a empresa.>
A fábrica instalada na cidade de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, por exemplo, foi concebida com tecnologia de membranas de última geração, que reduz em cerca de 10% o consumo de energia elétrica em comparação às tecnologias tradicionais, além de priorizar o uso eficiente da água.>
Além disso, a estratégia de descarbonização da companhia também contempla investimentos contínuos em tecnologias voltadas ao aumento da eficiência operacional, à redução do consumo de recursos naturais e à diminuição da intensidade de carbono das operações. >
Um dos principais projetos foi a modernização da fábrica de Cubatão, em São Paulo. O projeto tem potencial para reduzir cerca de 70 mil toneladas de CO₂ por ano, além de proporcionar uma economia de cerca de 18% no consumo total de energia elétrica.>
“A indústria brasileira reúne condições únicas para contribuir de forma relevante para a transição energética e para a construção de uma economia de baixo carbono. A elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica nacional, aliada ao potencial de expansão da energia solar, eólica e da biomassa, representa uma importante vantagem competitiva para o desenvolvimento de uma indústria mais eficiente e sustentável”, acrescentou a Unipar.>
Na Bahia, esse movimento é reforçado por programas como o Indústria Verde, coordenado pelo Sistema FIEB. Com foco em bioeconomia, descarbonização e transição energética, a iniciativa busca apoiar o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis, consolidando uma nova vertente de crescimento para o estado.>
Além do fortalecimento das cadeias produtivas, o programa prevê ações voltadas à capacitação da força de trabalho, atração de investimentos, desenvolvimento tecnológico e articulação regional entre municípios, empresas âncoras, governo e instituições parceiras.>
“O programa vai atuar, de forma integrada, no desenvolvimento de cadeias produtivas descarbonizadas e da bioeconomia, mobilizando todas as entidades do Sistema FIEB em torno de uma agenda comum voltada ao desenvolvimento industrial sustentável”, explicou o superintendente da FIEB, Vladson Menezes.>
O Projeto Transição Energética é uma realização do Jornal Correio, com patrocínio da Unipar e apoio institucional do SEBRAE.>