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Empregos verdes: você sabe o que são e por que eles estão em alta?

A expansão das energias solar e eólica tem impulsionado novas carreiras, ampliado a demanda por profissionais qualificados e fortalecido as oportunidades de negócios na Bahia

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  • Estúdio Correio

  • Gabriela Araújo

Publicado em 2 de agosto de 2026 às 05:00

Transição energética
Avanço da transição energética exige profissionais qualificados para atuar em um mercado cada vez mais tecnológico e sustentável Crédito: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

A transição energética vem redesenhando o mercado de trabalho e impulsionando o surgimento de novas carreiras ligadas às energias renováveis. Com o crescimento de tecnologias limpas e de novos modelos de negócio, aumenta a demanda por profissionais qualificados para atender às necessidades de um setor em constante transformação.

Nesse contexto, ganham espaço os chamados empregos verdes, que abrangem ocupações voltadas para atividades que contribuem para a preservação ambiental, a redução das emissões de gases de efeito estufa e o desenvolvimento sustentável.

Setor de energia eólica  por Shutterstock

A expansão das fontes renováveis tem sido um dos principais motores desse movimento. Segundo relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), o setor somou cerca de 12 milhões de empregos diretos e indiretos em 2020, consolidando-se como um importante gerador de oportunidades em todo o mundo.

As perspectivas para os próximos anos são ainda mais positivas. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), medidas para tornar o setor de energia mais sustentável podem gerar um saldo líquido de aproximadamente 24 milhões de empregos até 2030.

Na Bahia, onde a geração de energia solar e eólica já coloca o estado entre os principais polos brasileiros de energia renovável, o desafio agora é formar profissionais capazes de acompanhar essa nova realidade.

Para Jorge Khoury, diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a transição energética exige mão de obra preparada para atuar em um mercado cada vez mais tecnológico, digital e orientado por serviços, acompanhando o surgimento de novos modelos de negócio ligados ao armazenamento de energia, hidrogênio verde, mobilidade elétrica e comercialização de energia.

De acordo com a instituição, essa transformação também amplia o espaço para micro e pequenas empresas. “Nesse contexto, o pequeno negócio deixa de ser apenas um fornecedor de equipamentos e passa a oferecer soluções completas de gestão e inteligência energética”, destacou.

Ainda segundo Khoury,, consolidar a Bahia como um dos principais hubs de energia limpa do país passa, necessariamente, pelo fortalecimento da qualificação profissional e empresarial.

A expectativa é que a ampliação da participação das micro e pequenas empresas na cadeia de valor da transição energética permita que o avanço das energias renováveis se traduza em mais inovação, geração de empregos qualificados e desenvolvimento econômico para o estado.

O Projeto Transição Energética é uma realização do Jornal Correio, com patrocínio da Unipar e apoio institucional do SEBRAE.

Tags:

Transição Energética