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480 sites falsos de pedágio Free Flow surgiram em 1 ano para aplicar golpes; 80 foram criados em uma semana

Criminosos imitam o sistema dos pórticos e cobram cerca de R$ 25, enquanto aplicativo oficial ajuda o motorista a evitar prejuízos

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 18:32

Entenda como funciona o pedágio 'free flow'
Uso do aplicativo oficial da CNH do Brasil ajuda a consultar e pagar apenas tarifas legítimas Crédito: Nova 381/Divulgação

480 sites falsos de pedágio por Pix já foram criados no país para aplicar golpes em motoristas, segundo a empresa de segurança Kaspersky. Desde a última semana, o Ministério dos Transportes atualizou o aplicativo oficial da CNH, e o condutor já pode usá-lo para se proteger.

Sites falsos cobram R$ 25 para imitar a tarifa do Free Flow

Levantamento inédito da Kaspersky mostra que os criminosos chegam a colocar 80 páginas fraudulentas no ar em uma única semana. A cobrança falsa usa sempre a mesma estratégia para enganar quem circula pelas rodovias: valores baixos, na casa dos R$ 25, que imitam perfeitamente a tarifa real de um free flow e não levantam suspeitas.

1. Imigrantes, SP / R$ 40,60 por Divulgação

O esquema funciona em ritmo acelerado. O condutor digita a busca no navegador, clica em um link patrocinado que parece legítimo e cai na página do estelionato. O site pede a placa do veículo, inventa uma passagem rápida pelo local e gera na hora o código Pix, transferindo o dinheiro direto para a conta de "laranjas".

Fabio Assolini, pesquisador da Kaspersky, expõe como o golpe do Free Flow evolui de forma acelerada e ordenada.

“O que observamos no caso do Golpe do Free Flow é uma evolução rápida e estruturada da fraude digital. Em poucos meses, os criminosos passaram de dezenas para centenas de domínios falsos, o que indica uma operação altamente escalável e provavelmente automatizada. Eles combinam engenharia social, uso de dados reais de veículos e anúncios patrocinados para aumentar a taxa de conversão dos golpes.”

Fabio Assolini

Lead Security Researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina

Assolini explica que esse tipo de campanha tende a acompanhar a adoção de novos serviços digitais, explorando justamente momentos de transição e desconhecimento do público.

A falta de um canal único para checar os débitos das concessionárias facilitava a vida dos golpistas, que aproveitavam a dúvida do motorista para emplacar o roubo.

Aplicativo CNH do Brasil verifica cobranças legítimas de pedágio

A virada de jogo contra o crime digital veio com a atualização do aplicativo CNH do Brasil. A ferramenta gratuita agora centraliza todas as passagens registradas em rodovias federais, estaduais e municipais do país, mostrando local, data, hora e o canal correto de pagamento. Apesar disso, o pesquisador Assolini alerta:

“Porém, mesmo com a novidade, ainda são identificados "novos sites falsos que simulam cobranças do free flow. Os cibercriminosos acompanham os assuntos em destaque no noticiário e nas redes sociais para adaptar rapidamente suas estratégias, e fica o alerta para possíveis novas iscas relacionadas ao tema nos próximos meses”, avisou ao G1.

Fabio Assolini

Lead Security Researcher da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina

Como se blindar do golpe do Free Flow

Consulte o aplicativo oficial da CNH do Brasil antes de pagar qualquer pedágio de rodovia ou acesse o site validado pela concessionária.

Confira o nome do destinatário do Pix na tela do seu banco; empresas concessionárias nunca usam nomes de pessoas físicas ou fintechs desconhecidas.

Ignore mensagens via SMS ou WhatsApp alertando sobre cobranças ou multas pendentes de pedágio.

Cheque o extrato da sua Tag direto nos canais oficiais da operadora para confirmar se o débito já foi processado.

Tags:

Trânsito Mobilidade Pedágio