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Perla Ribeiro
Publicado em 2 de junho de 2026 às 14:43
O estudante do curso de jornalismo da Uesb, Pedro Henrique Novaes, foi selecionado para a fase final do “Profissão Repórter Procura”, iniciativa da Academia LED em conjunto com o Jornalismo da Rede Globo. Exibido pelo Fantástico, o quadro busca identificar novos talentos do jornalismo brasileiro e terá o jornalista Caco Barcellos como responsável pela escolha final.>
Agora, Pedro e os outros 19 finalistas avançam para a fase de entrevistas, que serão conduzidas por Caco Barcellos e por uma banca formada por profissionais da Rede Globo. Ao término dessa etapa, apenas seis candidatos serão selecionados para participar do novo quadro do Fantástico, que será composto por cinco episódios.>
Ao longo do programa, os participantes enfrentarão uma série de desafios práticos e terão seus desempenhos avaliados por Caco Barcellos e jornalistas convidados. Entre os critérios observados, estão as decisões tomadas durante as reportagens, a construção narrativa, a relevância das pautas, a sensibilidade na abordagem das histórias e a qualidade da apuração, entre outros aspectos ligados à prática jornalística. >
A primeira etapa do processo consistiu na produção e envio de uma reportagem de até dois minutos abordando alguma manifestação popular brasileira. Pedro escolheu retratar o Reisado de Mucugê, tradicional manifestação cultural que reúne música, dança, religiosidade e elementos da cultura popular, evidenciando a riqueza das tradições preservadas no interior da Bahia.>
“Foi a partir dessa percepção de encanto pessoal que eu tenho pela manifestação, junto com a exigência do regulamento, que surgiu a ideia de se fazer essa reportagem sobre o Reisado. O modo em que ela acontece aqui na região me chamou sempre muito a atenção e eu percebi que seria um momento oportuno pra contar essa história”, afirma o estudante, que é oriundo de Mucugê, na Chapada Diamantina.>
A produção da reportagem contou com a colaboração da família e do mestre do grupo de Reisado, Gilberto Paraguassú. Um dos principais desafios do processo foi transformar uma manifestação cultural tradicional em uma narrativa acessível e relevante para diferentes públicos. >
“Colocar sensibilidade, pensar em uma maneira narrativa de contar essa história e também transformá-la em um produto jornalístico, já que estamos lidando com cultura e com o risco do esquecimento e apagamento dessas histórias, e trazer um critério de noticiabilidade pra dentro dessa reportagem foi fundamental”, explica.>
Nesse caminho, o estudante afirma que os aprendizados no curso de Jornalismo da Uesb foram essenciais para o resultado final. “No curso, encontrei profissionais que estão muito acostumados com essa questão da sensibilidade. São professores que, assim como eu, compreendem que o jornalismo é muito mais que informação, é um exercício profissional que pode contar histórias com sensibilidade e fazer com que ela provoque impactos tanto na vida de quem as protagoniza quanto na vida daqueles que as escutam e daqueles que as contam”, declara.>