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Mais três traficantes de facção baiana são presos em favela do Rio de Janeiro

Liderança conseguiu escapar por passagem secreta

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 20 de abril de 2026 às 11:26

Material apreendido na ação
Material apreendido na ação Crédito: Divulgação

A Operação Duas Rosas II, realizada na manhã desta segunda-feira (20) na favela do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, prendeu mais três integrantes de uma facção criminosa com atuação no extremo sul da Bahia. A ofensiva faz parte das ações para localizar fugitivos do Conjunto Penal de Eunápolis que estariam escondidos na capital fluminense sob proteção do Comando Vermelho.

Com os suspeitos, foram apreendidos um fuzil, uma pistola, carregadores, munições, rádios comunicadores e roupas camufladas. Segundo as investigações, o grupo segue exercendo funções de comando à distância mesmo após a fuga do presídio baiano, mantendo articulações com o tráfico de drogas e outros crimes.

Durante a operação, as equipes também capturaram Núbia Santos Oliveira, apontada como responsável pela lavagem de dinheiro da organização criminosa. Ela estava foragida da Justiça e é ligada ao Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção investigada por atuação em crimes como tráfico de drogas e armas, homicídios, roubos e corrupção de menores na região de Caraíva, Trancoso e municípios vizinhos. Um homem armado foi preso em flagrante. Com isso, a operação até agora prendeu cinco suspeitos. 

A ofensiva integra a mesma mobilização que tinha como principal alvo o traficante Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dadá”, apontado como uma das lideranças do grupo ao lado de Wallas Souza Soares, o “Patola”. Dadá conseguiu escapar durante a ação por uma passagem estreita dentro da comunidade. Segundo a TV Globo, ele estava sendo monitorado e as autoridades baianas descobiram que Dadá alugou uma casa no Vidigal para festejar no feriadão com familiares e amigos. Ele estaria no Rio sob proteção do Comando Vermelho (CV). 

Dadá conseguiu fugir por Divulgação

Turistas ilhados e trânsito interrompido

A operação provocou reflexos diretos na rotina da região. Cerca de 200 turistas ficaram temporariamente impedidos de deixar o Mirante do Morro Dois Irmãos por causa do tiroteio registrado nas primeiras horas da manhã.

Moradores relataram rajadas de tiros e a presença de helicópteros sobrevoando a comunidade em baixa altitude. Parte do comércio local fechou as portas durante o confronto.

O trânsito na Avenida Niemeyer também foi afetado. A via chegou a ser interditada no sentido Vidigal durante a operação e foi liberada posteriormente. No sentido Leblon, o fluxo permaneceu aberto.

Equipes das forças de segurança da Bahia e do Rio continuam realizando buscas na região após suspeitos conseguirem fugir por uma área de mata durante a ofensiva.