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Ação que terminou com fuga de traficante baiano deixa 200 turistas 'ilhados' em favela e fecha via no Rio

Operação foi realizada após polícia descobrir que fugitivo alugou casa para fazer festa no feriadão

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 20 de abril de 2026 às 10:02

Turistas firacaram 'ilhados' em mirante
Turistas firacaram 'ilhados' em mirante Crédito: Reprodução/TV Globo

Cerca de 200 turistas ficaram ilhados na manhã desta segunda-feira (20) na região do Mirante do Morro Dois Irmãos durante uma operação contra integrantes de uma facção criminosa do sul da Bahia realizada na favela do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação provocou intenso tiroteio, mobilização aérea e impactos no trânsito da região.

Segundo relatos de pessoas que estavam no mirante para a TV Globo, a descida precisou ser suspensa por causa do confronto armado. Visitantes permaneceram no local aguardando a situação se normalizar enquanto helicópteros sobrevoavam a comunidade em baixa altitude.

Moradores também relataram momentos de tensão nas primeiras horas do dia. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram rajadas de tiros e aeronaves apoiando a movimentação das equipes em solo. Durante o confronto, parte do comércio local fechou as portas temporariamente.

Dadá conseguiu fugir por Divulgação

Além do impacto direto na circulação de moradores e visitantes, o trânsito também foi afetado. A Avenida Niemeyer chegou a ser interditada no sentido Vidigal durante o confronto e foi liberada após o término da operação. No sentido Leblon, o fluxo permaneceu aberto.

A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e teve como alvo lideranças do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação no extremo sul baiano.

Prisão e fuga

Durante a ação, uma das principais responsáveis pela movimentação financeira do grupo foi presa. Núbia Santos Oliveira, companheira de Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, é investigada por lavagem de dinheiro e tinha dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. Um homem também foi preso em flagrante com um fuzil, e drogas foram apreendidas.

As investigações apontam que integrantes da facção que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024, estariam escondidos no Rio de Janeiro sob proteção do Comando Vermelho e continuariam exercendo funções de liderança à distância. Na última semana, um ex-deputado baiano foi preso sob suspeita de receber R$ 2 milhões para facilitar a fuga. 

O principal alvo da operação era o traficante Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como “Dadá”, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). Segundo as investigações, ele era monitorado pelo Ministério Público da Bahia desde que fugiu do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024, e passou a se esconder no Rio de Janeiro sob proteção do Comando Vermelho.

Durante o feriadão de Tiradentes, Dadá teria alugado uma casa na favela do Vidigal, onde recebia familiares e amigos para uma festa. A movimentação foi identificada pelas equipes de investigação, que acionaram a operação para tentar capturá-lo, mas ele conseguiu fugir por uma passagem estreita dentro da comunidade antes da chegada dos policiais.