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Testemunhas das mortes misteriosas de Maragojipe serão ouvidas nesta quarta (20)

Vítimas foram assassinadas em três segundas-feiras seguidas, há sete meses

  • Foto do(a) author(a) Gil Santos
  • Gil Santos

Publicado em 20 de março de 2019 às 04:30

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Foto: Reprodução

Quase oito meses depois de mãe e filhas morrerem envenenadas em Maragojipe, no Recôncavo, a mulher acusada pelo crime vai passar pela segunda audiência. Elisângela Almeida de Oliveira e 12 testemunhas serão ouvidas nesta quarta-feira (20), no fórum do município.

As informações foram divulgadas pela família das vítimas, que prometeram fazer uma manifestação em frente ao prédio antes da audiência começar. Elisângela é acusada de matar com veneno Adriane Ribeiro Santana Santos, então com 23 anos, e as filhas dela: Gleysse Kelly Santos da Conceição, 5, e Ruteh Santos da Conceição, 2. As vítimas morreram em três segundas-feiras seguidas, nos dias 30 de julho, 6 e 13 de agosto de 2018. Elisângela nega participação no crime (Foto: Reprodução) Segundo os investigadores, Elisângela estaria interessada no marido de Adriane e pai das meninas, Jeferson Eduardo Brandão, 29, e isso provocou um desentendimento entre as duas mulheres. A acusada teria, então, colocado inseticida agrícola na comida das crianças e, depois, na da mãe.

Segundo a servidora pública, cunhada e tia das vítimas, Ana Paula Brandão, a audiência desta quarta vai dar continuidade ao primeiro encontro sobre esse caso, realizado no dia 14 de fevereiro. “Na primeira audiência, foram intimadas 14 pessoas, inclusive a ré, mas não deu tempo de ouvir todo mundo, apenas sete pessoas. Teve início às 9h e terminou às 20h. Nesse mesmo dia, intimaram as sete pessoas restantes e mais algumas”, contou. Adriane e as filhas foram envenenadas (Foto: Reprodução) Desde que os crimes aconteceram, Jeferson se mudou. Segundo Ana Paula, ele terminou de construir a casa que estava fazendo para morar com a mulher e as duas filhas e está vivendo sozinho. Ela contou que o irmão ainda tem problemas para dormir e continua fazendo uso de remédios. A família espera que Elisângela seja levada a júri popular.“Acreditamos na justiça. Foram três mortes, sendo duas crianças, que nem puderam se defender. Acreditamos que Deus está no comando e que assim que terminar essa audiência será marcado o júri popular”, afirmou.Elisângela conheceu Jeferson e Adriane na igreja e frequentava a casa da família. Durante a investigação, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão no local onde a acusada morava com o marido, Valci Boaventura Soares. Eles também foram acusados no decorrer do inquérito de coagir testemunhas para que não dessem informações à polícia e destruir provas que poderiam revelar o envolvimento deles nas mortes.

Valci foi solto em novembro por falta de provas. Já Elisângela segue presa no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Ela nega envolvimento no crime e, em uma entrevista em outubro do ano passado, insinuou que Jeferson, marido e pai das vítimas, poderia ter cometido o crime. A polícia não acredita nessa versão. A filha e uma sobrinha dos acusados também serão ouvidas na audiência.

Confira a cronologia do caso:Antes do dia 30 de julho – Não se sabe quando, exatamente, mas o cachorro da família foi o primeiro a morrer. O animal veio a óbito poucos dias antes da morte da primeira criança. 30 de julho – A filha mais velha de Adriane e Jeferson, a pequena Gleysse Kelly Santos da Conceição, de 5 anos, morreu após passar mal. Na época, a família chegou a imaginar que ela tinha sido vítima de uma complicação do diabetes. Ela deu entrada em um hospital salivando e com hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue). 6 de agosto – Na segunda-feira seguinte, a irmã dela, Ruteh Santos da Conceição, 2, passou mal e foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maragojipe. Ela chegou na unidade desfalecida e morreu no mesmo dia. 11 de agosto – Em seu Facebook, Adriane fez um desabafo. “Amores❤. Eu lutarei para chegar no Céu, para abraçar vocês. #NaEternidadeVouTeVer. #GleysseKelly???? #Ruteh???? (sic)”, escreveu. 13 de agosto – Também numa segunda-feira, Adriane passa mal durante o culto e é levada ao hospital. Ela morreu já na unidade de saúde. 17 de agosto – Responsável pela investigação do caso, o delegado Marcos Veloso solicitou a exumação do corpo de Gleysse. Como foi a primeira a morrer, ela acabou sendo enterrada por "morte natural”. 5 de setembro – Depois de uma decisão favorável da Justiça, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a exumação dos corpos de Gleysse e Ruteh. 14 de setembro – O juiz Lucas de Andrade Cerqueira Monteiro, substituto da comarca de Maragojipe, assina o deferimento do pedido de busca e apreensão cumprido na residência do casal Elisângela e Valci, em Conceição da Feira. 15 de setembro – Parentes de Adriane e das filhas são ouvidos pela polícia, assim como casal Elisângela e Valci. 20 de setembro - Sete pessoas foram ouvidas pelo delegado Marcos Veloso, numa acareação. No processo, os convocados foram convidados a contar, juntos, suas versões sobre os acontecimentos. 21 de setembro – Mandado de busca e apreensão é cumprido na residência do casal Elisângela e Valci, em Conceição da Feira. 28 de setembro – A decisão que autorizou o cumprimento do mandado de busca é publicada no Diário Oficial de Justiça. 11 de outubro – Prisão de Elisângela e Valci, suspeitos de usar inseticida para matar Adriane e as duas filhas. 16 de outubro - Polícia divulga o resultado da acareação realizada com os acusados das mortes que aponta o motivo como um desentendimento entre Elisângela e Adriane, onde a primeira estaria interessada no marido da segunda. 14 de fevereiro – Acontece a primeira audiência sobre o caso, no fórum de Maragojipe. Sete testemunhas são ouvidas.