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Ciro diz que 'se tivesse juízo' não disputaria Presidência e adia decisão para maio

A declaração foi feita durante um encontro de pré-candidatos a deputado estadual e federal do partido em São Paulo

  • Foto do(a) author(a) Wladmir Pinheiro
  • Foto do(a) author(a) Estadão
  • Wladmir Pinheiro

  • Estadão

Publicado em 25 de abril de 2026 às 18:03

Ciro Gomes foi um dos convidados do evento que debateu a seca na Bahia
Ciro Gomes foi um dos convidados do evento que debateu a seca na Bahia Crédito: Divulgação

O ex-ministro Ciro Gomes afirmou neste sábado (25) que deve decidir, na primeira quinzena de maio, se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará pelo PSDB, após convite do presidente nacional da sigla, Aécio Neves. A declaração foi feita durante um encontro de pré-candidatos a deputado estadual e federal do partido em São Paulo.

"Devo, na primeira quinzena de maio, tomar essa decisão. Presidência ou governo, um dos dois", disse Ciro, ao relatar que voltou a considerar uma candidatura após convite da sigla. "Eu estava resistindo à ideia de ser candidato, mas veio um convite do PSDB que me obriga, por respeito, a pensar, amadurecer o assunto", afirmou.

O ex-ministro havia dito que, "se tivesse juízo", não voltaria a disputar a Presidência, após dizer que se sentiu "profundamente humilhado" na campanha de 2022.

No mesmo evento, Ciro defendeu a reconstrução do partido e indicou apoio ao ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, como possível candidato ao governo paulista. "Mais do que nunca é hora do PSDB se levantar, restaurar a sua confiança e propor um novo projeto nacional. O Paulo deve ser o nosso candidato a governador, se assim ele puder, porque é um quadro pronto para qualquer tarefa", afirmou.

Serra confirmou que deve tomar sua decisão no mesmo período indicado por Ciro. "A gente tem o convite do partido, uma pré-candidatura a governador e também a deputado federal. Na primeira quinzena de maio deve se encaminhar", disse.

Ciro também declarou que pretende participar ativamente de uma eventual campanha do aliado. "Venho fazer sua campanha de governador porque sei que, estando no Bandeirantes, estará no rumo certo de progresso, de decência, de compromisso social", afirmou.