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Empresário investigado por financiar atos golpistas no Brasil é preso nos EUA pelo ICE

Alvo de mandado no Brasil por liderar protestos golpistas após as eleições de 2022, Esdras Jônatas dos Santos está detido em centro migratório na Flórida

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 11 de abril de 2026 às 12:30

 Esdras Jônatas dos Santos
Esdras Jônatas dos Santos Crédito: Reprodução

O empresário Esdras Jônatas dos Santos, investigado por participação e financiamento dos atos antidemocráticos que resultaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023, foi preso por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Segundo informações do governo norte-americano, ele está custodiado no Centro de Detenção do Condado de Glades, localizado em Moore Haven, no estado da Flórida.

Santos é alvo de um mandado de prisão em aberto no Brasil sob suspeita de ter liderado manifestações de caráter golpista em Minas Gerais após o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O próprio empresário afirma que permanece nos Estados Unidos desde o período em que ocorreram os ataques de 8 de janeiro.

Ele ganhou visibilidade ainda no fim de 2022, logo depois da eleição, ao participar de um acampamento montado em frente a uma unidade do Exército, em Belo Horizonte. No local, manifestantes defendiam intervenção militar e contestavam o resultado das urnas.

Esdras Jônatas dos Santos por Reprodução

Esdras negou intenções antidemocráticas e diz ser perseguido pelo STF. Ele afirmou que sua presença em um dos ônibus que seguiriam para Brasília teve apenas o objetivo de “orar” pelas pessoas que participariam da viagem. Segundo ele, o deslocamento serviria somente para “conhecer” o quartel-general do Exército na capital federal. “Eu jamais imaginaria que pessoas iam para Brasília para entrar dentro do Palácio”, declarou.

De acordo com a Polícia Federal, porém, o empresário é apontado como um dos responsáveis pela organização do acampamento com pautas golpistas montado em frente ao 4º Comando do Exército, em Belo Horizonte. Conforme inquérito, ele teria atuado como “um dos principais líderes e organizadores” da mobilização. Ainda segundo a investigação, Esdras chegava ao local em um Porsche e gravava vídeos convocando apoiadores para participarem das manifestações de 8 de janeiro.

Já no início de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do passaporte de Esdras e o bloqueio de suas contas bancárias no país.

Apesar da detenção pelas autoridades migratórias norte-americanas, a medida não significa deportação imediata. Em situações desse tipo, o investigado passa a responder a um processo na Justiça de imigração dos Estados Unidos, que poderá decidir pela liberação, manutenção da custódia ou eventual deportação, conforme a avaliação do caso e da situação migratória do empresário no país.