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Mariana Rios
Publicado em 16 de maio de 2026 às 20:38
Um executivo chileno foi detido após ser acusado de cometer injúria racial durante um voo no Brasil. O caso ocorreu dentro da aeronave e ganhou repercussão após relatos de passageiros e da vítima sobre ofensas racistas feitas durante a viagem. As informações foram divulgadas pelo O Globo.>
O episódio ocorreu em 10 de maio, no voo LA8070 da Latam Airlines, que seguia de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha. Ele foi detido quase uma semana depois, no retorno de sua viagem ao exterior, após participar de uma feira internacional a trabalho.
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Segundo a reportagem, o empresário teria dirigido insultos racistas a uma passageira durante o voo, provocando intervenção da tripulação e acionamento das autoridades policiais após o desembarque. >
Após a repercussão do episódio, a empresa onde o executivo trabalhava anunciou o afastamento imediato dele das funções. Em nota, a companhia afirmou repudiar qualquer forma de discriminação e informou que abriu uma apuração interna sobre o caso.>
Ele atuava como gerente da Landes, uma empresa chilena de alimentos e biotecnologia marinha. Na noite de sexta-feira (15), a Landes afastou “formal e preventivamente” o executivo de suas funções.>
A identidade da vítima não foi divulgada. Testemunhas relataram que a situação gerou tensão dentro da aeronave e mobilizou passageiros durante o trajeto.>
O Ministério da Justiça confirmou a prisão: "Um cidadão chileno foi preso por injúria racial e homofóbica praticada contra tripulantes de um voo internacional ocorrido no último dia 10 de maio, durante trajeto entre Guarulhos e Frankfurt, com escala em Santiago. Segundo as investigações, o passageiro tentou abrir a porta da aeronave durante o voo e, ao ser contido pela tripulação, proferiu ofensas de cunho racial e homofóbico contra os profissionais.">
Após a comunicação formal das vítimas à Polícia Federal, foi instaurado procedimento investigativo que resultou na decretação da prisão preventiva do investigado pela Justiça Federal. O indivíduo foi localizado e preso ao retornar de Frankfurt, em conexão no Brasil.>
A injúria racial é considerada crime no Brasil e, desde 2023, passou a ter tratamento equivalente ao crime de racismo, com penas mais severas e sem possibilidade de fiança em algumas situações.>
No primeiro trimestre de 2026, os casos de indisciplina em voos domésticos cresceram 19% no Brasil em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).>
Diante do aumento das ocorrências, novas regras que entram em vigor em setembro vão endurecer as punições para passageiros considerados indisciplinados. As medidas incluem multas de até R$ 17,5 mil e até a proibição de acesso a aeroportos por um período de 12 meses, dependendo da gravidade da infração. >
O episódio envolvendo o empresário chileno ocorreu durante um voo com destino a Frankfurt e começou após ele tentar abrir uma das portas da aeronave, sendo contido pela tripulação.>
Passageiros registraram em vídeo o momento da confusão. As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram o empresário fazendo comentários ofensivos e discriminatórios direcionados a um integrante da equipe de bordo.>
Segundo o jornal argentino La Nación, a vítima procurou a Polícia Federal para registrar denúncia, o que deu início à investigação que resultou em um pedido de prisão preventiva contra o empresário Maldini, autorizado pela Justiça Federal.>
A Latam Airlines informou que ele foi detido na última sexta-feira (15), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando retornava ao Brasil para realizar uma conexão aérea.>
Ainda de acordo com o La Nación, o empresário participou de uma audiência de custódia no mesmo dia e, posteriormente, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde permanece à disposição da Justiça.>
Em nota, a Latam afirmou que “condena energicamente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia”. A companhia acrescentou que está prestando apoio psicológico e assistência jurídica ao funcionário vítima das ofensas.>