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Da Redação
Publicado em 1 de outubro de 2009 às 13:22
- Atualizado há 3 anos
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (01) que o vazamento da prova do Enem 'poderia ter acontecido em qualquer ano', mas que a responsabilidade pela fraude será apurada e os responsáveis serão punidos. Em coletiva concedida em Brasília, Haddad revelou que já solicitou à Polícia Federal que investigue o caso.>
A fraude foi revelada nesta quinta pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'. O veículo foi procurado por uma pessoa que tentou vender uma cópia impressa da prova do Enem. Segundo a matéria, o criminoso pediu R$ 500 mil pelo material. Os jornalistas marcaram, então, um encontro com o homem na noite da quarta-feira. De acordo com ele, a cópia do exame veio 'de Brasília, de gente do Inep, do MEC'. >
'O Estado de S. Paulo' revela a fraude no exame>
Os jornalistas resolveram avaliar a suposta prova, sem aceitar, no entanto, comprá-la. A reportagem, então, procurou o ministro da Educação, citando partes do exame como uma tira da personagem Mafalda e uma figura da bandeira do Brasil com o verde desmatado. Percebendo que, de fato, o jornal tinha informações antecipadas sobre a prova, o Ministério resolveu cancelar a realização do Enem neste fim de semana e adiar a prova.>
Em sua versão online, 'O Estado de S. Paulo' publicou nesta quinta que a suspeita mais forte é de que a prova tenha vazado na gráfica. O MEC não informou qual foi a empresa contratada para imprimir os exames.Durante a coletiva, Haddad afirmou que todas as responsabilidades serão apuradas e que a nova prova já está sendo providenciada: 'Não há tempo de uma nova licitação'. O consórcio que venceu a licitação foi o único a apresentar proposta, o ministro descarta, ainda, que outra empresa elabore o Enem. 'Não há um segundo colocado na licitação', disse Haddad. Quem vai arcar com os custos da nova prova será a empresa, a Consultec.Veja também>