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Hospital é condenado a pagar R$ 1 milhão após troca de bebês;  desconfiança levou pai a fazer teste de DNA

Famílias receberão indenização por danos morais; crianças passaram por transição determinada pela Justiça

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 19 de maio de 2026 às 18:38

Justiça condena hospital de Goiás a pagar R$ 1 milhão após troca de bebês
Justiça condena hospital de Goiás a pagar R$ 1 milhão após troca de bebês Crédito: Reprodução

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou o Hospital da Mulher de Inhumas, no interior de Goiás, a pagar R$ 1 milhão em indenizações às famílias de dois meninos trocados após o parto realizado em outubro de 2021. De acordo com a sentença, cada um dos quatro pais deverá receber R$ 250 mil.O hospital também foi condenado a ressarcir R$ 880 referentes aos gastos com exames de DNA realizados pelas famílias. As informações são do G1.

Na decisão, a magistrada afirmou que houve uma “gravíssima violação” aos direitos dos envolvidos. Como a decisão é da primeira instância, ainda cabe recurso. O valor determinado é uma indenização por danos morais, representando R$ 250 mil para cada mãe e cada pai. Os bebês nasceram no dia 15 de outubro de 2021, sendo um às 7h35 e o outro às 7h49, de acordo com as famílias. No entanto, a suspeita de que havia algo errado só veio à tona cerca de três anos depois, quando, após a separação, Cláudio Alves decidiu realizar um teste de DNA para confirmar a paternidade do filho que criava com Yasmin Kessia da Silva.

Mulher deu à luz nove bebês por Reprodução

O primeiro exame de DNA foi realizado no dia 31 de outubro de 2024, quando o laboratório pediu uma contraprova. Depois disso, o outro casal também fez exames, que confirmaram o erro. Os resultados mostraram incompatibilidade genética entre a criança e os dois. A partir disso, a família conseguiu localizar o outro casal que esteve na maternidade no mesmo dia do parto: Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza. O exame feito com o menino criado por eles também apontou incompatibilidade biológica.

Em outubro de 2025, quase quatro anos após os nascimentos, a Justiça determinou que os meninos fossem encaminhados às famílias biológicas de forma gradual, com convivência planejada entre as crianças e os quatro pais. As certidões de nascimento também foram alteradas, passando a incluir os nomes das duas mães e dos dois pais.

Um dos pais das crianças disse, em entrevista ao G1, que as famílias estão felizes com a decisão, mas que nenhum valor financeiro seria suficiente de reparar o erro cometido pelo hospital e o impacto na vida de todos os envolvidos. Como o processo tramita em segredo de justiça, ele pediu para não ser identificado. "Dinheiro nenhum vai cobrir o que a gente está passando, até mesmo na adaptação das crianças. Que é o que a gente está sofrendo. Só a gente sabe o que está passando", disse.

Os meninos foram destrocados em março deste ano, mas as famílias têm as guardas compartilhadas. Um dos pais explicou que, por serem muito novos, os garotos não conseguem assimilar muito bem o que está acontecendo. "Eles não aceitaram ainda o pai biológico deles, entendeu? Na cabecinha deles, os pais que os criaram são os pais deles. Não houve, ainda, adaptação nas novas casas. Foram trocados sim, mas ainda não houve 'aquela' adaptação", relatou.

O advogado Kuniyoshi Fagundes Watanabe, que representa um dos pais, afirmou que, em sua decisão, a juíza reconheceu que a falha na prestação do serviço hospitalar foi comprovada por meio de exames periciais, provas documentais, testemunhais, além de outros elementos. "A sentença ressalta a gravidade excepcional dos fatos, destacando os profundos impactos emocionais, psicológicos e familiares suportados pelas famílias envolvidas, bem como a incidência da responsabilidade objetiva da unidade hospitalar, nos termos do Código de Defesa do Consumidor".