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Imposto de Renda 2026: veja as datas da restituição e quem vai receber primeiro

Veja calendário, prioridades e nova regra de pagamento automático

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 6 de abril de 2026 às 12:32

Imposto de Renda 2025.
Imposto de Renda  Crédito: Foto: Adobe Stock

O pagamento da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começa no dia 29 de maio, mesma data que marca o fim do prazo para envio das declarações à Receita Federal. Neste ano, os valores serão liberados em quatro lotes, com depósitos previstos até agosto.

Recebem restituição os contribuintes que, ao longo de 2024, tiveram valores pagos ou retidos acima do imposto efetivamente devido após o ajuste anual.

Uma das principais mudanças anunciadas para este ciclo é a criação do Lote Especial de Restituição Automática de 2025 – Cashback IRPF, previsto para pagamento em 15 de julho. A nova modalidade permitirá que a Receita identifique automaticamente pessoas que tiveram imposto retido na fonte em 2024, mas que não apresentaram declaração em 2025 por não estarem obrigadas. Caso exista saldo a devolver, o crédito será realizado sem necessidade de solicitação.

Prazo final para o envio da declaração encerra em 31 de maio de 2026. por Foto: Reprodução

Os valores da restituição serão depositados na conta informada pelo contribuinte na declaração, podendo ser conta corrente, poupança ou outro tipo de conta vinculada ao CPF do titular. Também será possível receber via Pix, desde que a chave seja o CPF. A escolha dessa modalidade aumenta a prioridade no pagamento, depois dos grupos previstos em lei.

Calendário da restituição do IRPF 2026

Diferentemente de anos anteriores, quando havia cinco etapas, em 2026 a restituição será feita em quatro lotes:

1º lote: 29 de maio;

2º lote: 30 de junho;

3º lote: 31 de julho;

4º lote: 28 de agosto.

Quem recebe primeiro

A ordem de pagamento segue critérios legais de prioridade. Têm preferência:

pessoas com 80 anos ou mais;

contribuintes com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou portadoras de moléstia grave;

quem tem o magistério como principal fonte de renda.

Depois desses grupos, passam à frente:

contribuintes que usaram declaração pré-preenchida e escolheram restituição via Pix;

contribuintes que utilizaram apenas uma dessas duas opções.

Em caso de empate dentro do mesmo grupo, recebe primeiro quem entregou a declaração antes.

O que pode atrasar o pagamento da restituição

Se o valor não for liberado na data esperada, o contribuinte deve consultar o extrato no sistema Meu Imposto de Renda. Entre as situações mais comuns estão:

o lote ainda não chegou conforme o cronograma;

a declaração está em malha fiscal;

a declaração caiu em malha débito;

há erro nos dados bancários informados.

Quando existem inconsistências nas informações prestadas, a declaração pode entrar em malha fiscal — conhecida como malha fina — e a restituição fica retida até a regularização.

Caso não haja pendências após a análise, o documento é liberado e volta para a fila de pagamento conforme a ordem de prioridade.

Já na chamada malha débito, significa que há imposto a restituir, mas foram identificadas dívidas em aberto com a Receita Federal. Nesses casos, o valor pode ser usado para compensação automática. Se o contribuinte não concordar com a compensação, o pagamento só será liberado após a regularização das pendências.

Erro nos dados bancários: o que fazer

Quando há problemas nas informações da conta indicada, existem dois cenários:

se a restituição ainda não tiver sido liberada, é possível corrigir a declaração;

se o valor já tiver sido enviado, ele ficará disponível por até um ano no Banco do Brasil, período em que o contribuinte poderá informar novos dados para resgate.

Tags:

Imposto de Renda