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Da Redação
Publicado em 8 de fevereiro de 2016 às 17:34
- Atualizado há 3 anos
Jovens denunciam assédio dentro de barem São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)O bar Quitandinha, localizado na capital de São Paulo, esteve envolvido em uma séria denúncia de assédio. Na sexta-feira (5), Júlia Velo fez uma postagem nas redes sociais relatando um caso de agressão contra ela e sua amiga, Isabella Martins Remelli.Segundo a jovem, elas estavam no local com um grupo de amigos homens e todos saíram para fumar. Nesse momento, dois clientes se aproximaram e começaram a "dar em cima" delas - de forma bastante incômoda. A dupla pegou a cerveja que estava na mesa de Júlia e Isabella e começou a insistir na paquera. Ao ouvirem não, eles seguraram no braço das duas e xingaram elas. "Começaram a nos xingar dos piores nomes da face da terra. 'Puta' e 'lixo' foram dos mais leves", relatou Júlia.Ainda de acordo com a denúncia, os garçons, o gerente do bar e até mesmo a polícia não ajudou muito na situação. "Se não houve agressão, não posso fazer nada", disse o gerente para as duas vítimas. Abaladas e em lágrimas, elas chegaram a ser expulsas do local por seguranças do bar.A jovem convocou os amigos a se manifestar contra o bar no Facebook usando a hashtag #vamosfazerumescândalo. A publicação que relata o caso já teve mais de 120 mil curtidas e 38 mil compartilhamentos. Mal entendidoO empresário Flavio Pires, sócio do Quitandinha e de pelo menos cinco bares da Vila Madalena, afirma que não vê motivo para tamanho repercussão do caso. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (8), também na rede social."Fiquei assustado quando soube. O bar é muito tradicional, tem quase 30 anos e nunca tivemos esse tipo de problema. Somos passíveis de cometer erros, mas jamais negligenciaríamos a defesa de um cliente. Pode ter tido erro, mas não do tamanho da repercussão", acredita.>
Em uma nota publicada na rede social, um funcionário do bar negou o relato de Júlia. Uma nova postagem dizia que "havia um engano na interpretação do texto anterior". Uma terceira mensagem seguia com pedido de desculpas. Uma quarta nota garantia a apuração intensa dos fatos.>
Flavio explicou que não teve a oportunidade de conversar com os funcionários que estavam no local devido ao feriado. O estabelecimento fica fechado por três finais de semana por conta dos blocos de rua.>
"O melhor a fazer é apurar com a equipe, garçons e gerente, além de examinar as câmeras de segurança para entender o que houve. Aí então tomaremos uma providência, consultando um advogado que possa nos orientar", contou Flavio.>
De acordo com informações do site G1, o empresário confirmou que os dois acusados de assédio são frequentadores assíduos do bar e disse ter recebido duas ligações de antigos clientes que estavam no local no momento da suposta confusão.>
"Os antigos clientes estavam assustados no telefone. Pode ter certeza que negligentes nunca fomos nesses 30 anos. Não somos qualquer bar. Precisamos apurar direitinho porque só repercutiram o lado da menina", disse.Grupo se mobiliza e pede fechamento de bar em São Paulo(Foto: Reprodução/Facebook)ApoioApós a denúncia de assédio, a página do bar no Facebook já tinha mais de 25 mil avaliações negativas e somente 400 positivas. Também foi criado um perfil na rede social que divulgou um evento exigindo o fechamento do bar. Mais de 6 mil pessoas haviam confirmado presença em um dia.Um dos usuários comentou a primeira postagem do bar Quitandinha, que falava sobre um erro de interpretação, e criticou o local. "Resumindo, depois de desconfiar da vítima, suspeitar das agressões e ignorar tudo, dizem que estão averiguando. Bem imparcial essa averiguação. Sério, já era pra estar pedindo desculpas, se não pelo ocorrido, pelo menos pela péssima gestão de crise", disse o internauta Luan Ventura, ganhando mais de 5 mil curtidas.>