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Esther Morais
Publicado em 7 de maio de 2026 às 09:40
A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu após sofrer uma hemorragia durante um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na quarta-feira (6) e é investigado pela Polícia Civil. >
A ocorrência foi registrada como morte suspeita e morte acidental. As investigações buscam esclarecer se o óbito ocorreu em decorrência de complicações inerentes ao procedimento médico ou por eventual falha no atendimento prestado.>
Juíza sofre hemorragia após coleta de óvulos em clínica
Segundo o boletim de ocorrência, Mariana realizou a coleta de óvulos na manhã de segunda-feira (4). Após receber alta por volta das 9h, ela retornou para casa, mas começou a sentir fortes dores e sensação de frio. Diante da piora do quadro, a mãe da magistrada a levou novamente à clínica cerca de duas horas depois.>
No retorno à unidade, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que ela apresentava uma hemorragia vaginal. Ainda conforme o registro policial, o médico responsável realizou os primeiros atendimentos e fez uma sutura para tentar conter o sangramento.>
Após a intervenção inicial, a juíza foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), ela passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico se agravou.>
Na madrugada de quarta-feira (6), Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi confirmada às 6h03.>
Em nota, a Clínica Invitro Reprodução Assistida afirmou que a equipe médica adotou imediatamente os protocolos técnicos necessários “desde os primeiros sinais de intercorrência” e prestou atendimento emergencial à paciente antes da transferência hospitalar.>
A clínica destacou ainda que “todo procedimento cirúrgico e médico possui riscos inerentes e intercorrências possíveis”, mesmo quando realizado com acompanhamento especializado e dentro das normas técnicas e regulatórias.>
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Mariana tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023 e atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre.>
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada e decretou luto oficial de três dias. Em nota, a corte destacou o comprometimento da juíza com a carreira e o zelo na condução dos processos.>
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também manifestou pesar pela morte da magistrada e se solidarizou com familiares, amigos e colegas.>