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Mulher é presa suspeita de matar marido após ele se negar a consertar wi-fi de casa; filho testemunhou o crime

Ela alegou que morte foi acidental, mas polícia encontrou contradições

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 3 de abril de 2026 às 07:32

Mulher é presa suspeita de matar marido após ele se negar a consertar wi-fi de casa
Mulher é presa suspeita de matar marido após ele se negar a consertar wi-fi de casa Crédito: Reprodução

Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, 32 anos, foi presa suspeita de matar o próprio marido, Valdir Schumann, 44, com um tiro de espingarda após uma discussão por causa de um problema no wi-fi no imóvel do casal, que fica na zona rural de Cafelândia, no oeste do Paraná. De acordo com informações da Polícia Civil, o crime foi motivado porque a vítima se recusou a consertar o aparelho. Valdir morreu no dia 12 de março e, inicialmente, Jaqueline contou à polícia que o marido havia disparado nele mesmo de forma acidental, enquanto realizava manutenção na arma.

No entanto, a investigação identificou contradições na versão. Cerca de 15 dias após a morte, a Justiça deferiu a prisão da esposa, na sexta-feira (27). “A razão do crime foi o não funcionamento do aparelho de internet na casa. A investigada pediu ao marido que resolvesse o problema, ele se recusou naquele momento e, por isso, ela atirou”, explicou o delegado Lucas Santana de Freitas, em entrevista ao G1. O filho do casal, de 13 anos, presenciou a situação e contou a familiares que a mãe foi a autora do disparo. O adolescente está com familiares e sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar.

De acordo com a polícia, após o primeiro disparo, a mulher ainda tentou atirar novamente, mas a arma falhou. Segundo informações da polícia, a suspeita está presa e deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil. Ela está detida na cadeia pública de Palotina. Em nota, a defesa de Jaqueline classificou a prisão como precipitada e alegou que há "robustos elementos probatórios" que contradizem a versão apresentada pela investigação. Os advogados também sustentam que a acusada colaborou com as investigações, não tem antecedentes e possui residência fixa. A defesa diz confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

De acordo com a polícia, a suspeita alterou a cena do crime, mudando a posição da arma. O laudo da Polícia Científica apontou que não havia sinais de disparo à curta distância, o que descarta a hipótese de acidente. Outro ponto destacado foi a posição do tiro. A vítima era destra e foi atingida no braço esquerdo, o que, segundo os investigadores, torna improvável que o disparo tenha sido feito por ela mesma.

"Optei por cumprir a busca e apreensão somente após o filho da investigada e da vítima ter ido para o colégio, para não revitimizar ainda mais o adolescente", disse o delegado. Testemunhas relataram que o casal tinha brigas frequentes. Segundo a polícia, a mulher era considerada agressiva no ambiente doméstico. Ainda de acordo com a polícia, familiares de Valdir procuraram a delegacia para contestar a versão de que o tiro que causou a morte havia sido acidental.