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Da Redação
Publicado em 28 de agosto de 2015 às 16:52
- Atualizado há 3 anos
A relação entre os taxistas e os motoristas do aplicativo Uber continua complicada. Na semana passada, um grupo de taxistas agrediu o motorista de um importante banqueiro ao confundir o homem com um profissional do Uber.Segundo informações da revista Época, o presidente de um dos maiores bancos privados do Brasil foi a uma reunião em um condomínio empresarial na região de Santo Amaro, em São Paulo. Taxistas confundiram motoristas particular com profissional do Uber(Foto: Eliot Blondet/AFP)O executivo, que não teve o nome divulgado, estava em um Corolla preto - carro com características similares aos utilizados no Uber -, dirigido por seu motorista. Outros carros faziam a segurança do banqueiro, mas, por discrição, mantinham uma certa distância.De acordo com a revista, o Corolla parou em frente ao condomínio empresarial e o presidente saiu do carro em direção à recepção. Um grupo de taxistas que estava trabalhando viu a cena e pensou que o carro era do Uber.Eles cercaram o veículo e começaram a xingar o motorista. Em seguida, um dos taxistas deu um tapa no rosto do homem. Nesse momento, os seguranças do banqueiro foram ao local e separaram a briga. Ainda não se sabe se as vítimas prestaram queixa sobre o caso.>
[[saiba_mais]]Sabe o que é Uber?Uber é um aplicativo para celulares e tablets que coloca os passageiros em contato direto com motoristas credenciados. O cliente se cadastra e informa dados do cartão de crédito para cobrança. Depois, por meio do aplicativo, diz onde está e pede um carro. O valor da corrida é calculado pelo sistema e informado ao cliente. A empresa fica com 20% do total. Os carros do Uber são pretos, geralmente de luxo, e têm como diferencial a oferta de balas e água aos passageiros. Os motoristas usam roupas sociais e abrem a porta para a pessoa entrar. Como os táxis, esse serviço cobra bandeira, quilometragem e taxa por minuto parado. Mas há uma diferença importante: quando há muita demanda por carros em uma determinada região, o preço da corrida aumenta. Quando o número de pedidos volta ao normal, o preço da corrida diminui.(Foto: Reprodução)Marido de repórter da Globo foi espancado por taxistas para não usar UberO marido de uma repórter da TV Globo Minas e do Sportv foi espancado por três taxistas após o casal tentar usar o serviço Uber ao sair de uma festa de aniversário, no início do mês de agosto.>
O aplicativo vem causado polêmica desde que o uso começou a ser implementado no Brasil. A jornalista Luciana Machado relatou a agressão em sua página na rede social Facebook. >
A repórter contou que não obteve ajuda da polícia, mesmo após ela passar pelo local onde a agressão ocorria. O marido de Luciana, Marcel Telles, também gravou um vídeo contando que estava sendo seguido por um taxista. >
No post, Lucaian revela que um taxista tentou impedir a saída após eles entrarem no veículo, e que o carro foi cercado por mais dois homens.>
"Naquele momento eu não acreditava que três idiotas estavam ameaçando o motorista, a mim e o Marcel. Descemos do carro para questionar os taxistas que começaram a falar que estávamos usando um transporte ilegal, o que não é verdade. Assim que ficaram sabendo onde eu trabalhava, piorou", desabafou Luciana.>
"O sangue ferveu, não conseguíamos ir embora e no meio do bate-boca começou a agressão. Imaginem três taxistas contra seu marido! Um segurou o Marcel praticamente com um mata-leão, enquanto os outros foram pra cima dele", disse a repórter.>
"Um deles disse que só não me bateu porque eu sou mulher, porque ele não batia em mulher. Não sei se isso foi sorte ou azar". Eles fugiram ao perceber que uma viatura da Polícia Militar se aproximava do local. >
"Ingenuamente e muito nervosa, eu só fiz um pedido aos policiais militares que ali chegaram: 'por favor, nos ajude a sair daqui com segurança'. Os militares nem sequer pararam o carro, desceram ou registraram o ocorrido", relatou a jornalista.>
Segundo Luciana, esta não é a primeira vez que ela foi ameaçada por taxistas ao usar o aplicativo, e que ela se sentiu "insegura e violentada" por este último ato.>
Taxistas de diferentes partes do Brasil têm rejeitado a chegada do aplicativo Uber ao país, realizando manifestações e buscando articulações para proibir seu uso. A categoria, que teme perder clientes, questiona a legalidade do serviço que conecta motoristas autônomos e usuários de transporte.>