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Fernanda Varela
Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 20:11
O desfile da Acadêmicos de Niterói no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, gerou repercussão política e mobilizou a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escola levou para a avenida um enredo que homenageou a trajetória do petista, o que levou partidos e parlamentares a anunciarem medidas judiciais.>
O Partido Novo e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, afirmaram que vão acionar a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula, sob o argumento de que teria havido campanha antecipada durante o desfile.>
Acadêmicos de Niterói
Antes mesmo da apresentação, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, dois pedidos para impedir o enredo, sob a justificativa de que a proibição prévia configuraria censura. Os ministros ressaltaram, no entanto, que eventuais irregularidades poderiam ser analisadas posteriormente.>
Nas redes sociais, o tema dominou o debate político. Segundo levantamento da consultoria Bites, as menções críticas superaram as positivas, com 222 mil mensagens negativas ante 126 mil favoráveis. O desfile gerou mais de 5,8 milhões de interações nas plataformas monitoradas.>
Especialistas ouvidos por veículos nacionais apresentaram visões distintas. Para o advogado eleitoral Eduardo Damian Duarte, o enredo tratou da trajetória política do presidente sem menção a eleições futuras ou pedido explícito de votos, o que, na avaliação dele, não configuraria propaganda eleitoral antecipada. A legislação eleitoral prevê multa como sanção nesse tipo de caso, caso seja comprovada irregularidade.>
A defesa de Lula refutou as acusações, enquanto a oposição afirma que levará o caso adiante. O episódio amplia a discussão sobre os limites entre manifestação cultural e promoção política em eventos de grande alcance, como o Carnaval do Rio.>
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