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Lula vence ou perde? O que dizem as consultorias sobre a eleição presidencial

Leia a coluna na íntegra

  • Foto do(a) author(a) Rodrigo Daniel Silva
  • Rodrigo Daniel Silva

Publicado em 14 de abril de 2026 às 05:30

Brasília (DF), 16/03/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, recebe o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Rodrigo Paz, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente Lula no Palácio do Planalto Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A eleição presidencial caminha para ser decidida no fio da navalha, segundo análises de instituições que acompanham o cenário político e econômico do Brasil. A estimativa dessas empresas é que o pleito seja definido por uma margem de três a quatro pontos percentuais. Isso indica uma disputa pelo Palácio do Planalto tão ou mais acirrada do que a de 2022, quando o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por apenas 1,8 ponto percentual.

A Eurasia, consultoria de risco político, avalia que a disputa pelo voto no Nordeste será decisiva para o resultado da eleição. Segundo a análise, o eleitorado da região (com cerca de 40 milhões de pessoas) tem demonstrado crescente preocupação com a violência - área em que o governo Lula enfrenta dificuldades. Para a consultoria, em um cenário competitivo, uma redução, ainda que pequena, da vantagem do lulismo no Nordeste - na faixa de 1 a 2 pontos percentuais - pode ser suficiente para alterar o desfecho da disputa nacional.

O Instituto Ideia entende, por sua vez, que entre 3% e 4% do eleitorado, sobretudo mulheres, deve decidir o pleito. Esse grupo tende a priorizar a situação econômica do país, enquanto o peso da segurança pública no voto seria menor. O instituto destaca ainda que as mulheres costumam sentir primeiro o impacto da alta nos preços dos alimentos, são as responsáveis por reorganizar o orçamento quando a renda aperta e dependem mais diretamente de serviços públicos, como escola.

A Oxford Economics pondera que Lula deve vencer as eleições no Brasil. Ainda assim, a consultoria projeta que, em caso de reeleição, há baixa probabilidade de avanço em uma agenda mais ambiciosa de reformas. Segundo a empresa, um cenário de vitória da oposição, por outro lado, tenderia a provocar reação positiva dos mercados, diante da expectativa de ajuste fiscal via controle de gastos.

Em fevereiro deste ano, a ARX Investimentos (gestora de recursos que acompanha o cenário político) apontou que as chances de reeleição eram baixas. À época, em um contexto mais favorável do que o atual, a empresa estimou, com base em um modelo que relaciona a avaliação líquida do governo à probabilidade de vitória, que Lula tinha cerca de 38% de chance de vencer as eleições.

Na última semana, diante do aumento da reprovação, Lula sinalizou que pode não disputar a reeleição. Para a Eurasia, uma eventual desistência tornaria o cenário ainda mais desafiador. Segundo a consultoria, presidentes costumam se reeleger quando têm taxas de aprovação acima de 40%, mas só conseguem eleger sucessores quando esse índice supera 55%. Lula tem 45%.

Em suma, para essas instituições, a disputa segue em aberto. Lula pode tanto vencer quanto ser derrotado. O resultado deve passar por segmentos-chave do eleitorado, especialmente no Nordeste e entre as mulheres, mais sensíveis à economia e à segurança pública.

Instituto contratado 

A TV Bahia contratou o instituto Quaest para realizar as pesquisas sobre o governo da Bahia nas eleições deste ano. A previsão é de três levantamentos, a partir do período das convenções partidárias, em agosto. A emissora, que na última e- leição geral trabalhou com o Ibope, mantém parceria com a Quaest desde o pleito de 2024.