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Alexandre Lyrio
Publicado em 13 de fevereiro de 2021 às 09:09
- Atualizado há 3 anos
Fazer uma projeção médico-científica do que estaremos enfrentando no período do próximo Carnaval é um desafio sem tamanho. Para o virologista e imunologista Ricardo Khouri, que é pesquisador da Fiocruz e professor da Univesidade Federal da Bahia (Ufba), trata-se de uma equação complexa. Ele confirma que será fundamental ter uma ampla cobertura vacinal o mais rápido possível para haver tempo de avaliar com segurança o impacto real do bloqueio da transmissão viral e da capacidade de evitar casos graves e óbitos.>
Leia a reportagem principal: Qual o futuro do Carnaval: revoluções ou uma grande decepção coletiva em 2022?>
“É importante ressaltar que já existem sinais, ainda que pontuais, de redução da eficácia vacinal para algumas variantes que surgiram. Uma vacinação lenta e desorganizada pode criar oportunidade para o vírus se tornar mais competente e frustrar a realização do Carnaval, uma festa que tem por características a atração de turistas de todo o planeta e o contato físico intenso”, observa Khouri, pondo em xeque a folia também em 2022.“O Ministério da Saúde sinalizou que vamos conseguir vacinar metade da população brasileira até junho, incluindo toda a população dos mais vulneráveis. A concretização desse planejamento permitirá avaliar com maior precisão o controle da pandemia”, conclui.A médica imunologista Viviane Boaventura diz que, apesar de os últimos 12 meses terem sido de muito aprendizado em relação à covid-19, ainda é um desafio saber como será o avanço do vírus. A esperança é que as vacinas se adaptem às novas cepas virais. Isso pode fazer com que, em um ano, a pandemia esteja controlada. Se essa expectativa não for alcançada, esqueça grandes aglomerações neste ano ou no ano que vem.>
“Há uma esperança que tenhamos como pelo menos reduzir a gravidade da doença. Mas para isso precisaremos ter ampla imunização e aguardar a efetividade da vacina”, afirma a imunologista da Fiocruz e da Ufba.>
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