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Festival 60+ reúne diferentes gerações do teatro baiano

Programação começa nesta quinta (4), às 20h, com o solo Giramundo, de Jackson Costa, no Forte do Barbalho

  • Foto do(a) author(a) Doris Miranda
  • Doris Miranda

Publicado em 3 de junho de 2026 às 06:00

Apesar de gratuito, evento abre bilheteria para colaborações de quem quiser
Apesar de gratuito, evento abre bilheteria para colaborações de quem quiser Crédito: divulgação

O projeto cultural Viva o Teatro – Palco e Ofício tem seu lançamento nesta quinta (4) com o Festival de Teatro 60+, que segue até dia 20 de junho, no Galpão Wilson Mello, no Forte do Barbalho. A abertura, que tem apresentação do solo Giramundo, com Jackson Costa, marca o início de um circuito de atividades que se estendem até novembro. A programação, disponível no perfil @coletivo4, é gratuita, mas a contribuição livre é bem-vinda.

Com produção do Coletivo4, que ocupa o Forte do Barbalho, a ideia do evento é valorizar o teatro baiano a partir de seus mestres e de seus ofícios. A iniciativa reúne cinco frentes integradas: o Festival 60+, o ciclo de encontros Café com História, as Oficinas Artísticas com metodologia VIGA, a Trajes de Cena do Teatro Baiano: Exposição de Figurino de Maurício Martins, e a Caravana Coletivo4 para o município de Bonito.

O Festival 60+ reúne sete espetáculos protagonizados por artistas baianos com mais de 60 anos, trazendo à cena o debate sobre longevidade, permanência criativa e mercado de trabalho nas artes. A programação inclui também o Café com História, espaço de escuta e partilha de trajetórias, fortalecendo a dimensão memorial do projeto.

A programação para o público começa nesta quinta, às 20h, com o solo Giramundo, de Jackson Costa. O espetáculo de poesia e música resgata a autoestima baiana, nordestina e brasileira por meio da palavra falada e cantada e de ritmos de matriz africana. Ao lado de Tom Costa e Sidney Argolo, Jackson revisita poemas e canções que evocam resistência e reflexão.

Na sexta (5), às 20h, é a vez de Rita Assemany apresentar Chiquita com Dendê, recital satírico escrito por Aninha Franco. Ao lado do violonista Rudnei Monteiro, Rita passeia pelas ruas e histórias de Salvador através de canções de Assis Valente, Dorival Caymmi, Tom Zé, Moraes Moreira e Ivete Sangalo. Entre humor, crítica e afeto, o espetáculo reafirma o encantamento e as contradições da Bahia.

No sábado (6), às 20h, Osvaldo Mil sobe ao palco com espetáculo Musicausos, que propõe um encontro intimista com passagens de sua trajetória no teatro, cinema e televisão, intercalando memórias curiosas, divertidas e emocionantes com canções que marcaram sua carreira.

programação

A programação retorna no dia 11 de junho, às 18h30, com mais uma edição do Café com História. No dia 12, às 20h, o público confere o musical Batatinha, com Diogo Lopes Filho. A montagem homenageia o sambista baiano, revisitando sua obra e sua vida em um espetáculo que aborda carnaval, melancolia e baianidade. A direção de Marcio Meirelles e a direção musical de Jarbas Bittencourt.

No dia 13, às 20h, Os Sons que Vêm da Cozinha, leva Kaíka Alves e Sandro Rangel para o espetáculo doc-musical inspirado no livro Eu Não Sou Cachorro Não, de Paulo César de Araújo. A montagem revisita a produção musical chamada brega das décadas de 1960 e 70, questionando apagamentos históricos e celebrando artistas que marcaram a memória afetiva de milhões de brasileiros.

O Café com História retorna no dia 18, às 18h30, antecedendo os dois últimos espetáculos da programação. No dia 19, às 20h, Antônio Fábio apresenta Outrora, com texto de Maurício Witzak e direção de Fernanda Paquelet. A peça acompanha um homem que, enquanto espera o trem que deixará sua cidade, revisita memórias da infância, do amor e da passagem do tempo.

Encerrando o Festival 60+, no dia 20 de junho, às 20h, Marcelo Praddo apresenta Vou Te Contar!. No espetáculo, o ator interpreta cinco personagens inspirados em histórias reais de brasileiros anônimos. Com encenação minimalista e foco na força narrativa, a montagem valoriza a relação direta entre ator e plateia e convida o público a refletir sobre as dimensões humanas do cotidiano.

Tags:

Teatro