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Portal Edicase
Publicado em 5 de junho de 2024 às 10:28
Aproximar a escola da família pode fazer parte de um longo processo de valorização da empatia e da diversidade, além de possibilitar o surgimento de ideias efetivas comuns para os variados problemas desta relação que se tornou tão tensa nos últimos anos. >
Tendo claro que este problema tem múltiplas raízes em diversas instâncias da sociedade, e que sem a melhora da sociedade como um todo, somente ações isoladas podem fruir algum resultado efetivo, apresentamos algumas sugestões para melhorar as relações entre as famílias e as escolas. >
Talvez a mais efetiva das ações seja primar pelo diálogo. E ao falarmos de diálogo, significa dar real atenção às falas dos alunos e dos responsáveis, procurar trabalhar com eles ao invés de somente trabalhar para eles. Não somente nas reuniões regulares com os responsáveis, mas manter conversas e feedbacks frequentes, e reuniões com pequenos grupos podem surtir resultados surpreendentes. >
Amplie os canais de comunicação com os responsáveis. Normalmente, somente ter telefones não é recomendado, pois muitos responsáveis não atendem ou trocam de números com muita frequência. Investir nas redes sociais, como Instagram, WhatsApp, e-mails ou aplicativos pode fazer enorme diferença. Mesmo que o responsável não veja individualmente, outros conhecidos podem alertá-lo para determinadas comunicações da escola. >
Trabalhar em conjunto um problema comum é uma atitude bastante efetiva. Demonstra valorização dos responsáveis e alunos pela escola, além de possibilitar a ocorrência de soluções criativas e mais efetivas do que a escola pode encontrar sozinha. >
Uma forma de atrair os responsáveis para a escola é a criação de eventos, como festas, gincanas esportivas, feiras culturais e palestras de interesse para a comunidade. Pesquise sobre as predileções dos responsáveis sobre temas, e procure explorar esses assuntos por meio de eventos. >
Nada melhor do que entender as famílias para descobrir como melhor se aproximar delas. Chamá-las para a escola de forma a conversar sobre a realidade delas e sobre o que pensam da instituição é muito efetivo. Muitas vezes, há informações que a gestão escolar desconhece e que são relevantes para a solução de determinados problemas comuns. >
Por André Codea >
Professor da rede municipal de educação do Rio de Janeiro, palestrante na área de Neurociência Pedagógica. Entre os livros lançados, está “Neurodidática – Fundamentos e princípios”. >