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Da Redação
Publicado em 14 de dezembro de 2015 às 18:24
- Atualizado há 3 anos
O Estado Islâmico (EI) continua surpreendendo a todos com suas atrocidades e decisões extremistas. O grupo terroristas ordenou que seus militantes assassinem todas as crianças e bebês que possuam alguma deficiência.A ordem foi dada de Mossul, segunda maior cidade do Iraque, controlada pelo EI desde junho de 2014. Nos últimos dias, foram registrados pelo menos 38 mortes de crianças com síndrome de Down ou outra deficiência, segundo informações da Mossul Eye, página na internet que denuncia as ações do grupo.Crianças sírias andam sob os destroços da cidade curda de Kobane(Foto: AFP/Delil Souleiman)Ainda de acordo com a organização, as crianças são mortas por sufocamento ou injeção letal. "A partir do monitoramento e do acompanhamento das mortes de crianças com síndrome de Down e com alguma deformidade congênita, conseguimos verificar que instituíram uma 'fatwa' (decreto religioso) aos seus membros autorizando-os a matar bebês recém-nascidos deficientes", disse um porta-voz da Mossul Eye.Segundo informações do jornal 'O Globo', a maioria dos bebês mortos é fruto das uniões de combatentes estrangeiros que vivem na região com mulheres iraquianas, sírias e asiáticas. Nos 38 casos, os bebês assassinados tinham entre uma semana e três meses de idade, de acordo com diagnóstico médico.>
[[saiba_mais]]Ainda de acordo com o jornal, o decreto, promulgado por Abu Said Al Jazraui, nome de guerra de um juiz de nacionalidade saudita, já está sendo aplicada em diversas zonas dominadas pelo grupo.Essa não é a primeira vez que crianças e deficientes estão no foco da organização extremista. Em fevereiro, o Comitê de Direitos da Infância da ONU alertou para o uso de menores de idade em ações suicidas e como escudos humanos dos terroristas.Desde a ocupação dos jihadistas em Mossul, houve uma mudança radical no currículo escolar, que passou a ser feito de acordo com os ensinamentos permitidos pelos extremistas. As crianças também estão recebendo treinamentos de guerra.>