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Jovem com doença rara belisca o rosto até sangrar durante 6 horas ao dia

Samantha Wake sofre da doença rara dermatilomania

  • D
  • Da Redação

Publicado em 23 de maio de 2014 às 17:34

 - Atualizado há 3 anos

Samantha Wake, de 20 anos, sofre de uma doença rara chamada dermatilomania, que a faz beliscar o rosto até sangrar por seis horas ao dia, causando diversas cicatrizes. "As pessoas me perguntam o que diabos aconteceu com meu rosto. A verdade é que eu fiz isso comigo e eu não acho que vá conseguir parar", contou a garota ao jornal DailyMail.

Quando Samantha começou a desenvolver os sintomas, ela sentiu que não estava sendo levada a sério pelos médicos, no entanto a doença atinge uma a cada 500 pessoas no Reino Unido, sendo a maioria mulheres de 15 a 30 anos.Sua compulsão começou aos 14 anos, quando ela desenvolveu algumas espinhas no rosto. "A compulsão foi ficando pior e, finalmente, quando eu tinha 18 anos, decidi ver um médico. Eu me senti como uma aberração".Samantha conta que os médicos não a levaram a sério inicialmente. Foto: Daily Mail

Samantha conta, ainda, que encontrar no espelho o menor defeito no rosto já faz com que se belisque por horas a fio, resultando até em ausências na escola. "Se eu me deixar começar não consigo pensar em mais nada. Horas podem se passar e eu perco minhas aulas".Com isso, Samantha começou a ter vergonha de ser vista em público, fazendo com que saísse cada vez menos. Ela conta que usa uma camada de maquiagem para disfarçar, mas que percebe as pessoas olhando para suas marcas ao invés de seus olhos. A ansiedade e o estresse são os que mais despertam a mania.

Foi quando a mãe de Samantha interviu que ela passou a fazer terapia cognitivo-comportamental, que a aconselhou a se distrair, como jogar no celular. "Meu pior gatilho é o espelho. Desejava que espelhos não existissem".A garota recentemente entrou em contato através da internet com outras pessoas que sofrem da mesma doença. "É maravilhoso saber que existem outras pessoas como eu. Espero que sejam colocados mais esforços para estudar a minha condição, então talvez um dia haverá uma cura, ou pelo menos os médicos serão mais compreensivos sobre isso", desabafou.