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Presidente de TV que faz oposição a Chávez não pode deixar Venezuela

Tribunal emitiu ordem de prisão por supostas declarações contra governo

  • D
  • Da Redação

Publicado em 25 de março de 2010 às 17:39

 - Atualizado há 3 anos

O presidente do canal venezuelano de TV Globovision, Guillermo Zuloaga, afirmou ter sido preso nesta quinta-feira (25) por conta de comentários que fez sobre o governo de Hugo Chávez durante um fórum de imprensa internacional.

Zuloaga disse em entrevista à sua própria TV que ele estava no aeroporto Josefa Camejo, em Punto Fijo, no estado de Falcón, oeste do país, e partia rumo à ilha caribenha de Bonaire em seu avião particular quando ocorreu a prisão. Ele afirmou que ia passar férias com a família.

Mais cedo, um tribunal venezuelano anunciou uma ordem de captura contra Zuloaga, segundo a procuradora-geral, Luisa Ortega. Isso impede que ele deixe o país. Zuloaga, no entanto, disse não ter sido informado de nenhuma ordem de prisão.

Ele criticou sua detenção e negou que tenha a intenção de deixar o país. 'Isto é definitivamente um atropelo que vem desde a reunião na SIP', disse. ''Disseram-me que virá uma comissão que me levará de avião a Caracas.'

Presidente de tevê diz que foi detido e impedido de deixar a Venezuela

O deputado governista Manuel Villalba, presidente da Comissão de Meios de Comunicação da unicameral Assembleia Nacional (AN), apresentou à Procuradoria venezuelana um pedido formal de investigação de Zuloaga por suas declarações na assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, onde teria feito 'apontamentos sem sustentação' sobre o presidente Hugo Chávez.

Zuloaga 'tem que assumir a responsabilidade posterior a sua declaração' porque 'há uma intencionalidade de acusar o Estado' de violar a liberdade de expressão na Venezuela, afirmou Villalba.

Chávez chama a Globovisión de 'terrorista midiática'. No ano passado, ela foi condenada a pagar multa de US$ 4,1 milhões por ter apoiado uma greve promovida pela oposição em 2002.

Em 2009, o presidente de Globovisión havia sido acusado de crime de 'usura' devido a um suposto amazenamento irregular de 24 veículos novos, pertencentes a duas concessionários de sua propriedade.

Ainda em 2009, seis procedimentos administrativos foram abertos contra a rede pelo órgão regulador das telecomunicações. A TV argumenta que as ações contra ela têm caráter político.

O governo de Chávez, por sua vez, é alvo frequente de críticas de entidades internacionais e do governo dos EUA por conta de suas supostas restrições à liberdade de imprensa e de expressão.

Chávez argumenta que a oposição é 'golpista' e afirma que o poder executivo não tem influência nas decisões do judiciário.