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Victor Villarpando
Publicado em 4 de junho de 2016 às 23:29
- Atualizado há 3 anos
Os cartazes traziam dizeres como “Não é só por ela, é por todas”, “Sou livre pra vestir o que eu quiser” e “Lugar de mulher é onde ela quiser”. Entre as palavras de ordem, entoadas em coro com o auxílio de um pequeno carro de som, teve “O corpo é nosso, é nossa escolha”, além de críticas a políticos da ala conservadora. (Foto: Betto Jr.)Assim aconteceu a marcha #PorTodasElas, com concentração na Praça do Campo Grande, às 13h, e fim ao pôr do sol, no Porto da Barra. Segundo a organização, foram mais de 600 pessoas. Pelos cálculos da PM, cerca de 500 marcharam pelo Corredor da Vitória. “Eu protesto contra o estupro coletivo da jovem carioca semana passada. E porque a gente é violentada todo dia com olhares, toques e palavras de baixo calão”, disse a professora Fabrícia Santana, 30.Ela levou o filho, Gabriel, de 6 anos. “É preciso contrapor o machismo do mundo, para desconstruir conceitos errados sobre a mulher. Porque as violências são normalizadas em escolas, nas famílias e na sociedade”, contou ela. A legalização do aborto também foi tema de manifestações. “É uma questão de saúde pública. As ricas pagam caro e têm segurança. As pobres sofrem e morrem”, afirmou, ao microfone, Sandra Muñoz, da Rede Feminista de Saúde e da Marcha das Vadias, duas das entidades que convocaram a passeata. A ex-deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), recentemente nomeada para a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal, também foi alvo de críticas das manifestantes. “É um absurdo ter uma evangélica contra o aborto, até em caso de estupro, nesse cargo”, pontuou a estudante Jéssica Costa, 22. Alguns homens também se juntaram ao movimento. “É preciso participar e apoiar. Mas sem se apropriar do protagonismo. Tem que respeitar elas”, comentou o designer Yuri Santos, 19.>