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Setecentos mototaxistas recebem permissão para rodar em Salvador

Cerca de 300 pontos regulares serão instalados; 120 agentes vão fiscalizar serviço

  • D
  • Da Redação

Publicado em 18 de dezembro de 2017 às 20:01

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Foto: Almiro Lopes/CORREIO

Cerca de 700 mototaxistas já podem circular legalmente por Salvador a partir desta segunda-feira (18). A entrega dos alvarás que credenciam os condutores e regularizam a função está sendo realizada pela Prefeitura de Salvador. Durante uma coletiva realizada no Espaço Cultural da Barroquinha, no Centro Histórico, o prefeito ACM Neto anunciou a concessão de alvarás e realizou a entrega a dez mototaxistas.

A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) disponibilizou 2.938 vagas em 2017, das quais 1.000 foram solicitadas e apenas 700 condutores foram aptos a realizar o credenciamento. Após essa etapa, vistorias foram realizadas entre os dias 4 e 15 de dezembro. O restante das vagas deverá ser preenchido em 2018. Os aprovados já poderão rodar legalmente no Festival Virada Salvador, na Boca do Rio.

O diferencial dos mototaxistas com credencial, além da regulamentação, é a garantia de vistoria nas motos e antecedentes criminais checados. Capacetes na cor amarela, alças metálicas laterais para sustentação dos passageiros, antena corta-pipas, moto amarela com identificação e barra protetora de pernas são alguns dos itens de segurança obrigatórios a serem utilizados pelos profissionais.

“É o início de uma nova era para o mototáxi. A população poderá confiar nos mototaxistas regulamentados, que estarão rodando com moto, colete e blusa característicos. Isso oferecerá mais segurança para os próprios condutores, que agora têm como comprovar renda, abrir crédito, comprar uma casa própria – como para os passageiros, que terão essa maior confiança no nosso serviço”, comemorou Adailson Couto, presidente da Associação dos Motociclistas Profissionais da Bahia (Asmop-BA).

Para o secretário da Semob, Fábio Mota, a regulamentação significa uma maior segurança para o usuário. “Nós estamos entregando um alvará oficializando um serviço que existia de forma precária em Salvador há mais de 20 anos. Com ele, o usuário tem a segurança de que aquele condutor passou por vistoria, fez curso, seguro, teve antecedentes criminais checados, então significa uma segurança maior”, destacou.

Ganha-ganha O prefeito ACM Neto foi o primeiro passageiro a utilizar o serviço após a regulamentação. Ele saiu do Espaço Cultural Barroquinha até a prefeitura com um mototaxista. “Estamos concedendo os 700 primeiros, vamos continuar o processo de emissão, só que isso tem que ser feito com muito critério. A partir de agora o serviço tem padronização, vamos exigir uso de capacete, as motos são vistoriadas. Todo o processo requer critério e cuidado”, afirmou Neto, que ressaltou que a regulamentação é um processo de "ganha-ganha": ganha a Prefeitura, com maior controle; a classe, com reconhecimento; e a população, com segurança. Prefeito ACM Neto é o primeiro passageiro a utilizar serviço após regulamentação (Foto: Almiro Lopes/CORREIO) Cerca de 300 pontos de mototáxi serão instalados na capital, com 120 agentes de trânsito para fiscalizar o serviço. Por enquanto, o preço do mototáxi continuará a ser definido na livre negociação, mas há um estudo para implantação de um motocímetro ou de uma tabela com valores específicos para cada bairro.

Além de melhorar a segurança e o trabalho do mototaxista, o alvará trará reconhecimento para a classe, de acordo com o presidente Osvaldan Tupyassu, presidente da Associação dos Profissionais Mototaxistas de Salvador (Aspromts). “Somos pais de famílias e hoje a regulamentação ficou melhor porque os trabalhadores precisavam da regulamentação para serem reconhecidos dentro da cidade de Salvador como trabalhadores mototaxistas”, avaliou.

O presidente do Sindicato dos Motociclistas, Motoboys e Mototaxistas do Estado da Bahia (Sindmoto) destaca a importância para a capital. “É a realização de um sonho para a nossa categoria. Somos os 700 primeiros mototaxistas regulamentados e esperamos que não sejamos os últimos. A gente colocar todos os outros companheiros que ficaram de fora (na regulamentação) para diminuir o índice de desemprego na nossa cidade”, afirmou Baltazar.