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Nem toda dor de cabeça é normal: saiba quando pode indicar algo grave como aneurisma, AVC, meningite ou doenças neurológicas

Médico explica que o cérebro costuma dar sinais quando algo mais sério está acontecendo

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 18 de maio de 2026 às 15:41

A escolha dos alimentos pode intensificar ou aliviar a enxaqueca (Imagem: shisu_ka | Shutterstock)
Nem toda dor de cabeça é normal: saiba quando pode indicar algo grave como aneurisma, AVC, meningite ou doenças neurológicas) Crédito: Imagem: shisu_ka | Shutterstock

Dor de cabeça é um dos sintomas mais comuns da população e, na maioria das vezes, está relacionada a fatores como estresse, noites mal dormidas, tensão muscular, desidratação ou enxaqueca. Mas nem toda cefaleia deve ser considerada “normal”. Em alguns casos, ela pode ser um sinal de doenças neurológicas graves e potencialmente fatais.

No dia 19 de maio, data marcada pelo Dia Nacional de Combate à Cefaleia, o neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da USP, Fernando Gomes chama atenção para os chamados “sinais de alerta” que indicam necessidade de avaliação médica urgente.“A dor de cabeça é um sintoma extremamente frequente, mas existem características que merecem atenção imediata. O cérebro costuma dar sinais quando algo mais sério está acontecendo”, explica o médico. 

Dor de cabeça pode ser sintoma de graves doenças por Shutterstock

Quando a dor de cabeça é perigosa

Segundo o especialista, um dos principais sinais de perigo é quando a dor surge de forma súbita e muito intensa, especialmente descrita pelo paciente como “a pior dor de cabeça da vida”.“Uma cefaleia explosiva, que aparece repentinamente e atinge intensidade máxima em poucos segundos ou minutos, pode indicar rompimento de aneurisma cerebral e hemorragia. Isso é uma emergência médica”, alerta  Fernando Gomes.

O aneurisma cerebral acontece quando há uma dilatação anormal em um vaso sanguíneo do cérebro. Quando ocorre ruptura, o sangramento pode provocar sequelas neurológicas graves e até morte.Outro ponto de atenção é a dor de cabeça acompanhada de sintomas neurológicos, como perda de força, alteração na fala, confusão mental, dormência, dificuldade para enxergar ou perda de equilíbrio.

“Nesses casos, precisamos pensar na possibilidade de AVC. Muitas pessoas associam o AVC apenas à perda de movimento, mas algumas alterações neurológicas podem começar com dor de cabeça”, afirma.Além disso, dores progressivas e persistentes, principalmente quando passam a acordar o paciente durante a madrugada ou pioram ao longo das semanas, também merecem investigação.

“Tumores cerebrais podem provocar aumento progressivo da pressão intracraniana. A dor costuma mudar de padrão, ficar mais frequente e muitas vezes vem acompanhada de náusea, alterações cognitivas ou visuais”, afirma. 

Automedicação para dor de cabeça

O médico reforça que outro erro comum é a automedicação frequente. Segundo ele, o uso excessivo de analgésicos pode mascarar doenças importantes e até gerar um quadro conhecido como cefaleia rebote.“Muitas pessoas entram em um ciclo perigoso: sentem dor, tomam remédio, a dor melhora momentaneamente e depois retorna ainda mais forte. Isso dificulta o diagnóstico correto”, alerta. 

Sinais de alerta para a dor de cabeça que necessita de atendimento médico:

  • dor súbita e extremamente intensa;
  • dor associada a febre;
  • alteração neurológica;
  • desmaios;
  • convulsões;
  • vômitos persistentes;
  • rigidez na nuca;
  • dor após trauma na cabeça;
  • cefaleia que piora progressivamente;
  • dor que acorda durante a madrugada.

Apesar disso, o médico tranquiliza que a maioria das cefaleias não está ligada a doenças graves. Ainda assim, ele destaca que mudanças no padrão da dor nunca devem ser ignoradas. “O mais importante é observar o comportamento da dor de cabeça. O cérebro fala através dos sintomas. Quando a dor muda de intensidade, frequência ou vem acompanhada de sinais neurológicos, é fundamental investigar”, finaliza Fernando Gomes.