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Redes sociais são ferramentas para mobilizar usuários online e nas ruas

Seguindo uma tendência mundial, baianos veem nas redes sociais um terreno fértil para mobilizações e para divulgação de ideias

  • D
  • Da Redação

Publicado em 1 de julho de 2011 às 06:28

 - Atualizado há 3 anos

Salvatore Carrozzo | Redação CORREIO

No princípio, a diversão imperava. Assim que as redes sociais como Facebook e Twitter surgiram, os internautas passaram a usar as ferramentas como extensão da vida social. Trocavam mensagem, postavam fotos e usavam tais espaços como diário virtual. A articulação de movimentos sociais ou de internautas mais engajados em causas até já existia, mas em blogs, fóruns e/ou troca de e-mails.Nos últimos meses, entretanto, percebe-se uma maior presença de campanhas e protestos online. “As redes sociais permitem a produção e circulação mais livre de informações e vêm potencializando a organização de manifestações”, acredita André Lemos, 49 anos, pesquisador em cibercultura da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia.A busca dos internautas por tais redes é tanta que, na terça-feira, a gigante Google lançou o Google+, para competir com o Facebook. S@lvador Por aqui, as coisas também estão acontecendo. No dia 20 de junho, usuários das redes sociais organizaram a Marcha da Liberdade, que saiu do Campo Grande em direção à Barra. Segundo a organização,  o protesto, que aconteceu simultaneamente em diversas capitais, teve, como objetivo, “a liberdade de expressão e de pensamento, com ações lúdicas e fundamentadas na criatividade”.

As próximas manifestações nascidas nas redes acontecem amanhã, durante o tradicional desfile do Dois de Julho, pelo Centro da cidade. Uma delas é a Marcha das Vadias, que sai às 8h30 do Largo da Lapinha. O plano é seguir até a Praça Municipal e, de lá, durante a tarde, ir até o Campo Grande. A ideia surgiu após a realização, em maio, da Slut Walk – Marcha das Vadias, em Toronto, Canadá. O protesto denunciava o machismo e a tendência de culpar as mulheres pelos crimes sexuais cometidos contra elas. Rapidamente, a marcha ganhou versões em outros países.

Em Brasília, no dia 18 de junho, mil pessoas fizeram uma passeata por direitos iguais entre os sexos. “Estamos cansadas de ver as estatísticas de crime aumentarem e as políticas públicas não darem conta”, diz a grafiteira Sista Katia, 25, uma das organizadoras do movimento em Salvador.Fica, Jóbson  Sair do plano virtual para o real não é requisito básico para as campanhas e protestos na internet. Com muito humor, a Não Seja o DJ do Ônibus – ou a baianíssima versão Não Banque o DJ do Buzu – prega que as pessoas usem fones de ouvido para ouvir música em seus aparelhos MP3 ou celulares no coletivo.

Os torcedores do Bahia também estão ligados: há duas semanas, a campanha Deixa o Menino Jogar, em prol do jogador Jóbson, ganhou o site YouTube e outras redes. O objetivo era pedir a absolvição do artilheiro do time no Brasileirão. Ele foi julgado no dia 21 de junho, na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, por conta de um resultado positivo em um exame antidoping realizado em 2009. Jóbson pode ser banido do esporte – a decisão sai até meados de agosto.Bikes e sites Outro grupo que também está usando as redes para promover encontros e debater ideias é a Bicicletada Salvador Massa Crítica. O coletivo reivindica melhores condições para  meios de transporte não motorizados, em especial as bicicletas. A próxima pedalada em grupo está marcada para terça, com saída às 19h, do Largo da Mariquita, no Rio Vermelho. “A militância ficou mais fácil, tanto para compartilhar como para receber informações”, diz o professor Pablo Florentino, 33, um dos participantes da Bicicletada.E a militância, às vezes, cai de paraquedas. Após um depoimento homofóbico da deputada estadual Myrian Rios (PDT-RJ) estourar essa semana no YouTube, o pesquisador paulista Alessandro Pereira, 39, criou o perfil Cala Boca Myrian Rios no Facebook. Em dois dias, quase 20 mil adesões.“Estou totalmente surpreso com a repercussão”, afirma, impressionado com o alcance da internet. Detalhe: ele mora na Suécia. A rede não tem mesmo fronteiras.

Põe o fone! Participante da Não Banque o DJ do Buzu, o estudante Filipe Moura, 23, se incomoda quando alguém ouve música sem o fone, usando a caixinha de som. “Uma vez, fiquei preso num engarrafamento e fui obrigado a ouvir a mesma música por quase uma hora”, conta. De brincadeira, já pensou em vender fones no ônibus

Amanhã Alexandra Bunchaft, Sandra Muñoz e Sista Katia, organizadoras da Marcha das Vadias em Salvador, que sai amanhã, às 8h30, e percorre o Centro