Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Transição energética: por que o mundo não vai se livrar do petróleo

Do discurso ambiental às escolhas econômicas, a dependência global permanece intacta

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 2 de maio de 2026 às 05:00

O Brasil defende a transição, mas segue investindo para ampliar sua produção de petróleo Crédito: Reprodução

Houve um momento em que o mundo chegou a discutir de forma séria a substituição completa do petróleo como fonte de energia. Os mais radicais chegaram a sonhar que a substância que moldou o último século deixaria de servir até como matéria-prima para uma infinidade de resinas, entre outras facilidades da vida moderna. Aos poucos chegou-se a um entendimento de que a produção de óleo e gás teria o seu lugar na transição energética e que o abandono dos combustíveis fósseis aconteceria numa transição lenta e gradual. Mas parece que esta ideia também perdeu força e o mundo decidiu que vai continuar queimando petróleo.

Esta semana, um grupo de 57 países realizou a primeira Conferência sobre Transição Energética para longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, na Colômbia. O nome do evento deixa poucas dúvidas em relação aos seus objetivos. Ao fim do encontro, o compromisso de cooperação em busca de estratégias para abandonar o petróleo e o agendamento de uma segunda edição da conferência, na Irlanda e em Tuvalu, ilha que está desaparecendo por conta das mudanças climáticas. O Brasil, que no mês passado viu a Petrobras bater recorde na produção de petróleo e que se prepara para explorar a margem equatorial, é signatário da conferência.

Um dia antes do início da conferência, o noticiário econômico abriu espaço para um assunto com impacto mais imediato: os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram a saída da Opep, organização que reúne os maiores produtores de petróleo do planeta e que define os níveis de produção para controlar os preços no mercado. Um dos fundadores da organização, os Emirados pularam do barco porque planejam produzir mais petróleo do que nunca. Antes do início da guerra no Oriente Médio, o país, que tem a sexta maior reserva do planeta, produzia 3,4 milhões de barris por dia.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos comemorou. "Acho que é uma boa coisa para baixar o preço do gás, baixar o petróleo, baixar tudo", disse. A lógica é que com mais petróleo disponível no mercado os preços devem cair. O retorno de Trump cumpre um papel central no processo de retomada do petróleo. Em seu discurso de posse disse que a partir daquele momento "o petróleo iria jorrar". Foi em busca dele que entrou em conflito com a Venezuela e agora com o Irã.

Na quarta-feira (dia 29), a União Europeia divulgou o European State of the Climate 2025, mostrando que nenhuma parte do continente passou imune a eventos climáticos extremos no ano passado. Em 95% do território, as médias de temperatura ficaram acima do normal e várias ondas de calor foram registradas – uma delas durou 25 dias. Um milhão de hectares foram queimados em incêndios. A Groenlândia perdeu cerca de 139 gigatoneladas de gelo. O contraponto foi a geração de energia, com as fontes renováveis superando as fósseis pela primeira vez na história.

A esta altura, resta apenas uma pergunta, e o Brasil neste processo? O governo prometeu na COP30, em Belém, apresentar uma rota de descarbonização, o tal "mapa do caminho". Desde então, não se tem notícia dele. O que se sabe é que, em ano de eleição, a aposta do Palácio do Planalto foi em subsidiar mais de R$ 30 bilhões para evitar uma alta no diesel, derivado de petróleo, e dá sinais de que pode fazer alguma coisa em relação à gasolina, mesmo sendo este o país dos biocombustíveis.

Há poucos dias, nesta semana, o barril do petróleo bateu em US$ 125. Mas não se iludam, o mundo vai continuar comprando petróleo, custe o que custar.

Charles III, o espirituoso

A passagem do rei Charles III da Inglaterra pelos Estados Unidos foi marcada por ótimas piadas e frases de efeito do inglês. O contexto era de tensão entre os dois países, uma vez que o presidente dos EUA, Donald Trump, ressente-se de não se sentir apoiado como gostaria pelos europeus no conflito que trava no Oriente Médio. Em um jantar na Casa Branca, Charles arrancou gargalhadas e aplausos de todos na mesa ao lembrar que os Estados Unidos falariam francês, não fossem os ingleses. "Seria chique", respondeu, do outro lado do oceano, Emmanuel Macron usando as redes sociais. Depois, em um discurso no Capitólio, a casa do legislativo norte-americano ressaltou os laços entre os dois países, mas refutou, com muita sutileza posições defendidas por Trump. A principal delas foi a importância da Otan, mas citou a Ucrânia, limites do poder Executivo e proteção ambiental. Trump, que não estava presente desta vez, escreveu: "Eu fiquei com muita inveja. Ele conseguiu fazer os democratas se levantarem. Eu nunca consegui isso". Palmas para Charles, o espirituoso.

Uma soneca de cada vez

"Pescada" de Trump rendeu muitos memes  Crédito: Reprodução

A conta oficial da Embaixada do Irã na Tailândia fez piada com um rápido cochilo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva: "É assim que passamos o bloqueio naval; uma soneca de cada vez", escreveu o perfil iraniano no X. Obviamente, a postagem rendeu muitos comentários, alguns deles lembrando que Trump apelidou o ex-presidente Joe Biden de "Joe Sonolento", justamente por conta de rápidas "pescadas", como se diz por aqui, em eventos públicos. O tempo é mesmo implacável.

Os hipopótamos de Escobar

Os quatro hipopótamos que o traficante Pablo Escobar levou para a Colômbia se transformaram em um gigantesco problema. Um censo do Ministério do Meio Ambiente, de 2022, indica que hoje existem 169 animais no país e estima que o rebanho invasor pode chegar a 500 até 2030, passando de mil em 2035, caso nada seja feito. A espécie exótica ameaça o ambiente colombiano, contaminando a água e colocando em risco espécies nativas, como o peixe-boi e a tartaruga de rio. Além do risco de ataques a pescadores. Neste cenário, o governo colombiano planeja sacrificar 80 animais. A Colômbia está buscando interessados em receber os animais, mas, até agora, nada.

Assistam o documentário de Ronaldinho

Documentário sobre "o Bruxo" é imperdível Crédito: Divulgação

O camaronês Samuel Eto'o disse certa vez que se fosse brasileiro seria chamado de Eto'ozinho e certamente teria um reconhecimento maior. Na época, ele era companheiro de Ronaldinho Gaúcho no Barcelona e os dois fizeram chover na temporada anterior. O brasileiro recebeu o título de melhor do mundo e Eto'o ficou com o terceiro lugar. Lembrei da história assistindo a série sobre Ronaldinho Gaúcho na Netflix. Para quem ama o futebol, o documentário é imperdível, uma homenagem justa e sincera ao mais habilidoso ser humano que já pisou em um gramado para jogar bola. E a um dos maiores talentos desperdiçados da história, e digo isso com enorme dor. A série mostra a ascensão meteórica, inícios arrasadores em todos os clubes por onde passou. Mas também traz o contexto de suas saídas precoces da equipes, assim como o próprio encerramento da carreira, aos 34 anos. Podia ter jogado por mais tempo, mas enquanto esteve nos gramados deixou lembranças inesquecíveis.

meme da semana

Edson Gomes, criador de grandes hits, parece ter criado o seu primeiro meme. “Cantar uma zorra”, respondeu ao ser convidado a dividir o palco com Daniela Mercury, após a cantora sugerir, sem evidências, que ele maltratava a esposa.

Desentendimento rendeu muitos memes Crédito: Reprodução @salvadorsualinda

(Viu algum meme interessante? Encaminha para donaldson.gomes@redebahia.com.br)