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Curte queijo artesanal? Cidade baiana inaugura fábrica e aposta também na atração de turistas

Na unidade, serão produzidos queijos especiais — como reino, saint paulin, minas padrão e versões temperadas — para agregar valor ao que antes era vendido in natura

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 3 de maio de 2026 às 15:00

Agroindústria de leite fortalece cadeia produtiva e gera oportunidades em Tapiramutá
Agroindústria de leite fortalece cadeia produtiva e gera oportunidades em Tapiramutá Crédito: Marcílio Cerqueira/Ascom Car

Tapiramutá, na Chapada Diamantina, inaugurou uma unidade de beneficiamento de leite que promete transformar a produção da região. Com capacidade para processar até 20 mil litros por dia, a agroindústria aposta em queijos especiais — como reino, saint paulin, minas padrão e versões temperadas — para agregar valor ao que antes era vendido in natura.

A proposta vai além de produzir laticínios: a ideia é criar um novo ciclo econômico. O leite que sai das propriedades familiares agora pode virar produto premium, com potencial de alcançar mercados fora da Bahia — e até se conectar ao turismo rural, em alta na Chapada.

A unidade nasce em um território já conhecido pela produção leiteira, mas que enfrentava limites na comercialização. Sem estrutura para industrializar, muitos produtores ficavam restritos à venda básica. Agora, a expectativa é ampliar a renda e atrair novos fornecedores da microrregião, incluindo municípios vizinhos como Piritiba e Mundo Novo.

Nos bastidores, a aposta é ambiciosa: posicionar a produção familiar baiana no mercado de queijos especiais, um nicho dominado por outras regiões do país. Para quem trabalha diretamente na fábrica, o impacto já começa a aparecer — com geração de empregos e a perspectiva de expansão da produção nos próximos meses.

Durante a inauguração, o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou o alcance da iniciativa. “Estamos aqui em Tapiramutá entregando a primeira fábrica de queijos especiais da agricultura familiar da Bahia, e, quem sabe, do Brasil. É um equipamento que vai processar o leite dos produtores da região, transformando-o em produtos de alto valor agregado. Além disso, essa agroindústria se conecta com o turismo rural e com a comercialização em mercados de todo o país, resultado de um trabalho conjunto entre o Governo do Estado, cooperativas e a gestão municipal”, afirmou Ribeiro, à frente da  Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR),

A iniciativa representa um marco para o município, reconhecido como uma importante bacia leiteira.

“É um dia histórico para Tapiramutá e para toda a cadeia do leite. Essa unidade vai potencializar a produção não só aqui, mas em toda a microrregião, alcançando municípios como Piritiba e Mundo Novo. Nossa expectativa é ampliar a base de produtores, garantir volume de leite e manter essa indústria funcionando de forma sólida, gerando emprego e renda”, afirmou o diretor comercial da Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), Fred Jordão.

Com capacidade para processar até 20 mil litros por dia, a agroindústria aposta em queijos especiais — como reino, saint paulin, minas padrão e versões temperadas  por Marcílio Cerqueira/Ascom CAR

Tags:

Leite Economia Chapada Diamantina