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Perla Ribeiro
Publicado em 2 de abril de 2026 às 08:33
Ex-diretor do Presídio de Paulo Afonso, no norte baiano, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, 37 anos, foi indiciado pelo crime de feminicídio contra a namorada Flávia Barros dos Santos, 38. A Polícia Civil concluiu o inquérito do crime que ocorreu no dia 22 de março, quando Tiago matou Flávia a tiros em um hotel, localizado na Zona Sul de Aracaju, e depois tentou tirar a própria vida. Ele foi internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), com ferimentos de arma de fogo, teve alta três dias depois e foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil), onde permanece preso. >
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que durante o curso do inquérito foram realizadas diversas diligências investigativas, incluindo a coleta de depoimentos, análise de imagens e a realização de perícias técnicas conduzidas pelo Instituto de Criminalística, vinculado à Coordenadoria-Geral de Perícias. Os elementos reunidos foram fundamentais para o esclarecimento da dinâmica do crime e a responsabilização do investigado.>
Flávia Barros era empresária e influenciadora
Indiciado por feminicídio, Tiago conheceu a vítima ao dar uma palestra sobre feminicídio em uma faculdade particular da cidade baiana. No local, os dois teriam se apresentado e começado o que virou um namoro. As informações são do Domingo Espetacular. Além de empresária e influenciadora conhecida em Paulo Afonso, Flávia era estudante do quarto período de Direito, e sonhava em ser advogado. O relacionamento entre os dois, segundo pessoas próximas a ela, começou em novembro de 2025, mas foi oficializado apenas no último dia 15 de março, no dia do aniversário de Flávia.>
Tiago é suspeito de matar a companheira Flávia em um quarto de hotel
Três dias depois de ser pedida em namoro pelo policial, Flávia foi para a Aracaju a trabalho. No sábado (21), Tiago chegou também viajou para capital sergipana e, durante a noite, os dois foram para um show e discutiram no meio da festa. Na manhã de domingo (22), Flávia foi embora para o hotel em que estava hospedada.>
O policial foi atrás dela, arrombou a porta do quarto e deu três tiros na vítima. Ela foi encontrada morta na cama do local. Segundo a defesa da família de Flávia, o comportamento que Tiago tinha em relação era agressivo. “Era um tratamento à base de ameaças, de chantagem. Inclusive, utilizando da função que ele exercia e da arma que ele carregava para impor esse medo”, disse a advogada Ana Rita Faro Almeida à reportagem do Domingo Espetacular.>