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Perla Ribeiro
Publicado em 26 de abril de 2026 às 15:03
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC, teve sua interdição concedida pela Justiça de São Paulo após o agravamento de um quadro de Doença de Alzheimer. A decisão prevê que seu filho, Paulo Henrique, atue como curador provisório, responsável por questões financeiras e cotidianas, função que já vinha exercendo nos últimos anos. >
O caso de FHC reacende o debate sobre a progressão da doença e os impactos nas funções cognitivas, especialmente em estágios mais avançados, quando o paciente passa a depender de cuidados constantes. De acordo com o Pós PhD em neurociências, Fabiano de Abreu Agrela, o Alzheimer evolui de forma gradual, com diferentes níveis de comprometimento ao longo do tempo.>
Veja sintomas do Alzheimer
“O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que tem progressão continuada, não tem cura, mas existem alguns estágios pelos quais ela passa que quando bem mapeados e com um diagnóstico precoce podem ser manejados para dar uma melhor qualidade de vida ao paciente”, explica.>
Impactos na vida familiar e legal>
Além das consequências clínicas diretas ao paciente, o Alzheimer também traz implicações jurídicas, como a interdição. A medida é adotada quando a pessoa não tem mais capacidade de tomar decisões de forma autônoma. “O suporte familiar é fundamental em todas as fases, tanto no cuidado quanto na tomada de decisões importantes”, reforça.>
Casos como o de FHC evidenciam a importância de planejamento e acompanhamento ao longo da evolução da doença. Apesar da condição não ter cura, o diagnóstico precoce pode ajudar a retardar a progressão dos sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. “Identificar a doença no início permite intervenções que ajudam a preservar funções cognitivas por mais tempo”, finaliza Fabiano de Abreu Agrela.>