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Esther Morais
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 07:17
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a revisão e suspensão de uma série de benefícios pagos a servidores públicos - os chamados “penduricalhos” - que vêm sendo usados para elevar salários acima do teto constitucional. A decisão alcança os Três Poderes e todas as esferas da administração pública, incluindo municípios, estados e o governo federal. >
Entre os auxílios citados na decisão estão pagamentos que ficaram conhecidos popularmente como “auxílio iPhone”, “auxílio panetone” e “auxílio peru”, classificados pelo ministro como vantagens sem amparo legal e que, apesar dos nomes informais, se tornaram recorrentes nos últimos anos.>
STF e seus ministros
Dino também apontou outros benefícios que devem ser revistos, como licença compensatória passível de conversão em dinheiro, gratificações por acúmulo de processos ou funções, auxílio-locomoção e auxílio-combustível sem comprovação de despesas, além de auxílio-saúde e auxílio-educação pagos independentemente de gastos efetivos. Também entram na lista o acúmulo voluntário de férias e a licença-prêmio convertida em indenização.>
Segundo o ministro, houve uma “multiplicação anômala” de verbas classificadas como indenizatórias para driblar o teto constitucional de remuneração. A determinação dá prazo de 60 dias para que os órgãos públicos façam a revisão. O tema ainda será analisado pelo plenário do STF em 25 de fevereiro.>