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Diagnóstico precoce do autismo pode mudar toda a vida da criança, afirma neurologista

O TEA  afeta cerca de 1 a cada 36 crianças no mundo; dado evidencia a necessidade de ampliar o olhar para o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 14 de abril de 2026 às 14:58

Desacreditar o diagnóstico de autismo é uma forma de capacitismo (Imagem: vetre | Shutterstock)
[Edicase]Desacreditar o diagnóstico de autismo é uma forma de capacitismo (Imagem: vetre | Shutterstock) Crédito: Imagem: vetre | Shutterstock

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que, segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), afeta cerca de 1 a cada 36 crianças no mundo, dado que evidencia a necessidade de ampliar o olhar para o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado. O neurologista Edson Marquez, do Mário Palmério Hospital Universitário, reforça que a informação é uma das principais ferramentas para garantir melhores desfechos no desenvolvimento infantil.

Planos de saúde não podem recusar contratação de pessoas com autismo por Shutterstock

De acordo com o especialista, os sinais de alerta do autismo podem surgir ainda nos primeiros anos de vida e devem ser observados com atenção por pais e cuidadores. “Entre os principais indicativos estão a dificuldade de contato visual, atraso na fala, pouco interesse por interação social e comportamentos repetitivos. Esses sinais, quando identificados precocemente, permitem uma intervenção mais eficaz”, explica.

O diagnóstico do TEA, segundo o neurologista, é essencialmente clínico e envolve uma avaliação detalhada do comportamento da criança, histórico do desenvolvimento e, quando necessário, o apoio de uma equipe multiprofissional. “Não existe um exame único que confirme o autismo. O diagnóstico é feito a partir da observação criteriosa e de critérios clínicos bem estabelecidos”, destaca Edson Marquez.

A identificação precoce é apontada como um fator determinante para o desenvolvimento da criança. “Quanto mais cedo iniciamos as intervenções, maiores são as chances de melhorar a comunicação, a socialização e a autonomia. Isso impacta diretamente na qualidade de vida não só na infância, mas na vida adulta também”, afirma o neurologista.

O especialista também reforça o papel da conscientização social diante do aumento dos diagnósticos em todo o mundo. Para ele, o crescimento dos números está relacionado, principalmente, ao avanço do conhecimento científico e à maior capacidade de identificação dos casos.

A informação salva vidas e transforma futuros. Se você percebe algum sinal de alerta, procure orientação especializada e compartilhe esse conteúdo para que mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento.