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‘É revoltante! A justiça soltou ele depois de cinco estupros’, diz amiga de estudante de Psicologia morta ao sair do trabalho

Apesar de ter realizado buscas, Polícia Militar ainda não conseguiu localizar o suspeito

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 16:37

Vanessa Lara de Oliveira Silva
Vanessa Lara de Oliveira Silva Crédito: Reprodução

Quando pensa na estudante de Psicologia Vanessa Lara de Oliveira, 23 anos, a lembrança que a amiga Aline Gomes tem é de uma jovem que tinha sede de viver. Porém, teve a vida interrompida de forma violenta. Vanessa foi estuprada e morta com o fio do próprio notebook. Ela desapareceu nessa terça-feira (9) e o corpo foi encontrado na quarta-feira (10). O suspeito, Ítalo Jeferson da Silva, 43, estava em regime semiaberto. “É revoltante! A justiça soltou ele depois de cinco estupros! Agora este feminicídio!”, lamenta Aline, em entrevista ao G1.

O corpo de Vanessa foi achado em uma pista de caminhada de Juatuba, na Grande Belo Horizonte, um dia depois de desaparecer após sair do trabalho. Ítalo ligou para a família, confessou o crime e disse que estava no centro da capital. De acordo com a polícia, Ítalo tem passagens por tentativa de estupro, roubos e tráfico de drogas, e cumpria pena em regime semiaberto domiciliar. A amiga de Vanessa diz que a jovem foi vítima de feminicídio e que não conhecia ou possuía nenhuma ligação com o suspeito. "A Vanessa foi vítima de um feminicídio, ela estava voltando do trabalho, morreu porque era mulher porque o cara pegou ela na rua e matou”, desabafa.

Vanessa Lara de Oliveira Silva por Reprodução

Familiares do suspeito informaram à polícia ainda que, no dia do crime, ele chegou em casa sujo de barro, com arranhões e marcas de sangue nas roupas. Ainda de acordo com os parentes, Ítalo pediu dinheiro à mãe para ir a Belo Horizonte e deixou a casa após tomar banho. Ele informou à família que ia passar a viver nas ruas.

Circuitos de segurança registraram imagens de Vanessa em Juatuba, horas antes de desaparecer. No primeiro vídeo ela é vista saindo da sede do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Em seguida, Vanessa é vista pelas câmeras em ruas da cidade. Primeira, ela passa por um local movimentado. Depois, já é vista em um local de pouco movimento.

Vanessa era moradora de Pará de Minas, era estudante do 7º semestre de Psicologia e fazia estágio em Juatuba, na Grande Belo Horizonte. O crime deixou professores e colegas de Vanessa abalados. Eles a descrevem como uma jovem tranquila, responsável e dedicada aos estudos. Ela sonhava em atuar na área de Recursos Humanos. A morte da jovem causou comoção na universidade, que suspendeu temporariamente as aulas da turma.

O corpo de Vanessa foi encontrado em uma área de vegetação na Rua Santa Cruz, que dá acesso à BR-262. De acordo com a perícia, havia sinais de violência sexual, e a possível causa da morte foi estrangulamento com o cabo de energia do notebook da vítima. A mochila com roupas, além do notebook e do celular dela, foram apreendidos. Vanessa havia sido dada como desaparecida horas antes do corpo ser encontrado. A mãe dela registrou boletim de ocorrência e forneceu as características físicas da filha, que foram confirmadas pelos militares no local.