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Maiara Baloni
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 15:40
A fiscalização tributária no Brasil atingiu um novo patamar de precisão digital. Para o ciclo do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025), o contribuinte precisa estar atento a um "delator" silencioso: o cartão de crédito. Através do cruzamento automatizado de dados, a Receita Federal consegue identificar se o padrão de vida exibido nas faturas é compatível com o rendimento informado na declaração.>
O sistema não fiscaliza o que você compra, mas sim o volume financeiro movimentado. Se um contribuinte declara ganhar R$ 3.000, mas gasta sistematicamente R$ 7.000 no cartão, o algoritmo do Fisco entende que existe uma fonte de renda oculta, o que pode resultar na retenção imediata da declaração. >
CARTÃO DE CRÉDITO
O monitoramento acontece por meio da e-Financeira. Instituída pela Receita Federal, essa norma obriga bancos e administradoras de cartão a enviarem relatórios periódicos sempre que o montante global movimentado ultrapassa limites mensais (geralmente acima de R$ 2.000 para pessoas físicas).>
Neste cenário, a inteligência artificial do Fisco opera sob a lógica do fluxo de caixa: as despesas e a variação do patrimônio não pode, em hipótese alguma, superar as receitas declaradas. >
Muitas vezes, o contribuinte não tem a intenção de omitir renda, mas cai em erros técnicos de comportamento financeiro:>
O foco da fiscalização será a conformidade digital. O governo já terá a maioria dos seus dados de consumo antes mesmo de você abrir o programa, especialmente com a declaração pré-preenchida. Para não ter problemas, siga estas regras:>