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Veja 5 situações financeiras que a Receita Federal monitora pelo Pix

Movimentações atípicas podem chamar atenção

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 09:59

Pix
Pix Crédito: Shutterstock

Movimentações financeiras que não combinam com a renda informada no Imposto de Renda seguem entre os principais motivos para a Receita Federal acionar alertas e aprofundar fiscalizações. Mesmo após a revogação de normas recentes, os mecanismos de controle continuam ativos e atingem também quem utiliza o Pix com frequência.

Ao contrário do que muitos contribuintes imaginam, o foco do Fisco não está em uma única transferência de alto valor, mas no conjunto das entradas e saídas ao longo do tempo. O sistema avalia o volume total movimentado nas contas e busca sinais de atividades econômicas não declaradas ou de um padrão de vida incompatível com os rendimentos informados.

[Edicase]Com o Pix automático, empresas e usuários poderão automatizar pagamentos (Imagem: Eterna Images | Shutterstock) por Imagem: Eterna Images | Shutterstock

Esse acompanhamento é possível graças ao cruzamento de dados enviados pelas próprias instituições financeiras por meio da e-Financeira. Nesse sistema, os bancos informam mensalmente os valores totais movimentados a crédito e a débito, sem detalhar se a operação foi feita via Pix, TED ou DOC. Também não há acesso a transações isoladas nem à identificação específica de origem e destino dos recursos.

Quando os números consolidados não fecham com a renda declarada, o sistema automatizado da Receita gera um alerta, que pode levar o CPF do contribuinte à malha fina para uma análise mais aprofundada.

Veja abaixo situações que costumam chamar a atenção da fiscalização:

Aluguel recebido sem declaração

Valores pagos regularmente a título de aluguel, independentemente do meio de transferência, precisam constar na declaração. Quando o locador omite esse rendimento, o Fisco pode identificar a inconsistência ao cruzar os dados com as informações do inquilino, caracterizando indício de sonegação.

Compra ou venda de bens de alto valor

Aquisições de carros, imóveis, embarcações ou outros bens relevantes entram no radar. Uma transferência elevada, como R$ 80 mil para a compra de um veículo, sem renda ou patrimônio compatível declarado, pode levar a Receita a questionar a origem do dinheiro.

Recebimentos por serviços sem nota fiscal

Autônomos e pequenos empreendedores que recebem pagamentos frequentes por serviços prestados, mas não emitem nota fiscal nem informam esses valores no Imposto de Renda, também correm risco. O volume total de entradas pode indicar atividade econômica omitida.

Gastos muito acima da renda informada

Um dos sinais mais claros de alerta ocorre quando a movimentação total supera significativamente os rendimentos declarados. Quem informa salário de R$ 5 mil, mas apresenta saídas mensais de R$ 15 mil, por exemplo, desperta automaticamente a atenção do Fisco.

Investimentos fora da declaração

Transferências usadas para comprar criptomoedas, ações ou realizar aportes em outros investimentos precisam ser informadas. A ausência desses ativos na declaração, combinada com a movimentação financeira identificada, pode indicar tanto omissão de rendimentos quanto ocultação de patrimônio.

Apesar da revogação da Instrução Normativa RFB nº 2219/2024, em janeiro de 2025, o monitoramento por meio da e-Financeira segue em pleno funcionamento. Ou seja, a popularização do Pix não reduziu a fiscalização - ao contrário, ampliou a capacidade da Receita Federal de cruzar informações e identificar inconsistências nas declarações.

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