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Empresa dos EUA compra única mineradora de terras raras no Brasil por US$ 2,8 bilhões

Movimento amplia disputa com a China no setor

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 21 de abril de 2026 às 08:21

Mina de terras raras em Minaçu (GO)
Mina de terras raras em Minaçu (GO) Crédito: Divulgação/Serra Verde

A empresa americana USA Rare Earth anunciou a compra da mineradora brasileira Serra Verde, única produtora de terras-raras em escala fora da Ásia. Avaliada em US$ 2,8 bilhões, a operação ocorre em meio à disputa global por minerais estratégicos usados em setores como tecnologia avançada, energia limpa e defesa.

Segundo reportagem de O Globo, a conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre e inclui pagamento de US$ 300 milhões em dinheiro, além da emissão de cerca de 126,8 milhões de ações da companhia americana para os atuais controladores da empresa brasileira.

Mina de terras raras por Divulgação

Com isso, as gestoras Denham Capital e Energy & Minerals Group (EMG), dos Estados Unidos, e a britânica Vision Blue passarão a ter cerca de 34% de participação na nova companhia, segundo o Valor Econômico.

A operação deve formar um grupo com presença no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido, atuando desde a mineração até a fabricação de ímãs usados em motores elétricos, turbinas eólicas e equipamentos de alta tecnologia.

Localizado em Goiás, o projeto da Serra Verde é baseado em argila iônica, tipo de depósito que permite extração mais eficiente e com menor custo. O minério é beneficiado no país antes de ser exportado.

Brasil entra no radar estratégico dos EUA

A USA Rare Earth foi fundada em 2019 e conta com apoio de iniciativas federais americanas, incluindo financiamento recente de US$ 1,6 bilhão do Departamento de Comércio. A empresa possui um depósito no Texas, ainda sem exploração comercial.

A expectativa é que a nova companhia produza cerca de 6,4 mil toneladas métricas anuais de óxidos de terras-raras até 2027 e alcance aproximadamente US$ 1,8 bilhão de Ebitda até 2030.

O acordo também prevê contrato de fornecimento com duração de 15 anos e preços mínimos garantidos, reduzindo riscos comerciais.

A movimentação ocorre após restrições impostas pela China às exportações desses minerais no ano passado, o que acelerou iniciativas para diversificar a produção global. Nesse cenário, o Brasil ganha relevância estratégica por possuir cerca de 21 milhões de toneladas potenciais de óxidos de terras-raras, atrás apenas da China, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Em fevereiro, dentro do programa americano Project Vault, voltado à formação de um estoque estratégico de minerais críticos estimado em US$ 12 bilhões, a Serra Verde assinou um empréstimo de US$ 565 milhões com uma agência de fomento dos Estados Unidos.

Tags:

Terras Raras