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Esther Morais
Publicado em 8 de junho de 2026 às 10:42
Uma ex-consultora de negócios da rede Cacau Show é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por suspeita de envolvimento em um esquema de estelionato e fraude corporativa que teria causado prejuízo superior a R$ 240 mil a empresários da rede. As informações são do Metrópoles. >
Segundo a investigação conduzida pela 32ª Delegacia de Polícia, em Samambaia, a ex-funcionária, identificada como Lilmara Neto Oliveira, teria utilizado a posição de confiança que ocupava na empresa para induzir franqueados a realizarem transferências bancárias para contas de terceiros e empresas supostamente ligadas a ela.>
De acordo com relatos das vítimas, a suspeita era responsável por acompanhar resultados, orientar campanhas e auxiliar em questões administrativas e financeiras das unidades. Por ocupar uma função de representação institucional, os empresários afirmam que não desconfiavam das solicitações feitas por ela.>
Uma das principais denúncias foi apresentada por uma franqueada de Samambaia, que afirma ter perdido mais de R$ 190 mil após realizar transferências sob orientação da então consultora. Conforme o depoimento, os pagamentos eram justificados como forma de agilizar processos internos e quitar despesas relacionadas a campanhas sazonais da rede.>
As apurações apontam que o suposto esquema envolvia ainda a retirada de mercadorias de outras unidades, sob a alegação de que os produtos haviam sido adquiridos pela franquia lesada. Segundo os investigadores, os valores destinados às transações não chegavam aos destinatários corretos e eram direcionados para contas de pessoas ligadas à suspeita.>
O caso começou a ganhar repercussão após o desligamento da funcionária, ocorrido em outubro de 2025. A partir daí, franqueados passaram a identificar cobranças de débitos que acreditavam já ter quitado e procuraram esclarecimentos junto à franqueadora.>
Em nota ao Metrópoles, a Cacau Show informou que identificou indícios de irregularidades no fim do ano passado e que a colaboradora foi demitida por justa causa após investigação interna. A empresa afirmou ainda que comunicou o caso às autoridades, encaminhou documentos à Polícia Civil, orientou os franqueados afetados a registrarem boletins de ocorrência e ressarciu os valores desviados dos casos já identificados.>
As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil apura a possível existência de outras vítimas e a extensão total dos prejuízos causados pelo suposto esquema.>