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Carol Neves
Publicado em 28 de maio de 2026 às 08:16
O debate sobre a proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a adoção da jornada 5x2 na Câmara dos Deputados teve momentos inusitados protagonizados pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA). Durante discussão no plenário, o parlamentar afirmou que a mudança permitiria aos trabalhadores “fazerem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”, arrancando risadas de colegas. >
A declaração ocorreu enquanto deputados discutiam a PEC que propõe reduzir a carga semanal de trabalho e ampliar os períodos de descanso dos empregados. Ao defender a medida, Isidório argumentou que a rotina atual prejudica a saúde e a convivência familiar dos trabalhadores.>
Pressão pelo fim da Escala 6x1
“A 5x2 garante aos trabalhadores e trabalhadoras o direito de melhor honrar e criar sua família, além de cuidar de sua saúde. O trabalhador doente, além de não render, quebra a máquina”, afirmou.>
Na sequência, o deputado relacionou a redução da jornada ao aumento do tempo livre para a vida familiar e íntima. “Nessa escala 5x2, além de melhorar a vida das famílias, os trabalhadores e trabalhadoras terão tempo inclusive para terem mais filho, portanto, fazerem seu sexo em paz e com mais tranquilidade”, declarou.>
O parlamentar também chamou atenção em outra sessão da comissão especial que analisa a proposta. Vestindo capacete e colete de operário, Isidório levou um cartaz preso ao corpo com a frase: “Trabalhadores têm família e não são robôs. Escala 5x2 já. Pastor Isidório”.>
Durante o debate, ele improvisou uma música em defesa da redução da jornada de trabalho, acompanhado por batucadas feitas por deputados nas mesas da comissão. Em tom de palavra de ordem, cantou frases como “trabalhadores vão ganhar a batalha”, “oligarquia vai perder a batalha” e “com Jesus, trabalhadores ganharão a batalha”.>
Antes da cantoria, Isidório afirmou que os trabalhadores são “a alavanca do progresso nacional” e disse que empresários, banqueiros, donos de indústria, comerciantes e fazendeiros precisam agir com “consciência, sensibilidade social e amor ao próximo”.>
O deputado também argumentou que a redução da jornada envolve questões de saúde, dignidade e convivência familiar. “Trabalhador não é robô, trabalhador não é escravo”, afirmou.>
Em outro trecho do discurso, criticou o que chamou de “patrões injustos”, “empresários malvados”, “banqueiros” e “oligarquias perversas”, afirmando que trabalhadores não podem ser tratados como peças descartáveis da economia.>
A música repetiu críticas a banqueiros e patrões e ainda incluiu elogios ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA), e a outros parlamentares envolvidos na discussão.>
Isidório também aproveitou o debate para defender ampliação de direitos trabalhistas para terceirizadas, especialmente em relação à licença-maternidade. “Um país de inclusão social, de justiça social, não pode ter duas mulheres e dois tipos de criança”, declarou.>