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Da Redação
Publicado em 3 de maio de 2023 às 12:56
- Atualizado há 3 anos
O esquema de falsificação de cartões de vacina contra a covid-19 que beneficiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sua filha Laura, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e a esposa começou em Goiás, com o preenchimento de um cartão comum em papel. Nas etapas seguintes, os dados foram lançados no sistema do Ministério da Saúde e depois apagados, segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. >
De acordo com a Polícia Federal (PF), as inserções fraudulentas aconteceram entre 2021 e 2022 e tinham como objetivo simular a condição sanitária para que o grupo viajasse aos Estados Unidos. >
Conforme a publicação, em Goiás, um médico da prefeitura da cidade de Cabeceiras, ligado ao bolsonarismo, preencheu os cartões de vacinação. Com o cartão em mãos, o grupo prosseguiu com a tentativa de registrar os dados no sistema eletrônico do SUS no município fluminense de Duque de Caxias para que fosse considerado oficial, valendo, inclusive, em viagens internacionais. >
No entanto, uma incompatibilidade entre o número do lote de vacinas informado e o local para aonde teria sido enviado pela pasta da Saúde impediu a efetivação inicial do registro, fato que motivou a troca de mensagens entre Mauro Cid e seus ajudantes, que viria a ser flagrada em uma operação da PF. >
Por meio das mensagens, a Polícia Federal apurou que foi preciso conseguir um segundo número de lotes de vacinas, este do Rio, para fazer o registro. >
Depois que o cartão foi, enfim, registrado no sistema, tornando a informação de imunização oficial, o grupo baixou os arquivos, imprimiu os cartões e apagou o registro. A PF confirmou a adulteração após realizar perícia no sistema. >