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Funcionária de supermercado é indenizada em R$ 5 mil após gerente dizer que ela escondia ratos no cabelo

Não cabe mais recurso da decisão

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 20 de maio de 2026 às 05:30

Justiça
Justiça Crédito: Shutterstock

Uma funcionária de um supermercado de Araguari, no Triângulo Mineiro, receberá indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil após uma gerente proferir falas consideradas preconceituosas e racistas contra ela. A trabalhadora apresentou provas de que a gerente repetia que ela era responsável por levar ratos escondidos no cabelo para a empresa. A decisão é dos julgadores da Nona Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) e confirma condenação imposta pelo juízo da 2ª Vara do Trabalho de Araguari.

Uma testemunha relatou que a gerente disse, na presença de outros empregados, que a trabalhadora seria a pessoa responsável por levar ratos para a empresa escondidos no cabelo. Ainda de acordo com o depoimento, a trabalhadora ficou “muito chateada” e comunicou o ocorrido à empresa.

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Para a desembargadora relatora, Maria Stela Álvares da Silva Campos, a conduta, provada pela prova oral, violou a dignidade da trabalhadora. “Tal quadro fático, por si só, é suficiente para chancelar a condenação imposta na sentença, visto que a lesão à honra e à imagem da trabalhadora, decorrente da exposição a um ambiente aviltante e preconceituoso, configura o dano moral passível de reparação pecuniária”, destacou na decisão.

Segundo o TRT, não houve prova de que o supermercado tenha adotado providências após o episódio. A relatora decidiu pela manutenção do valor de R$ 5 mil fixado na sentença, tendo em vista as circunstâncias específicas do caso concreto.

Entre outros aspectos, a desembargadora levou em conta a natureza do bem jurídico lesado, a extensão e a duração do dano, no caso, um episódio isolado, a condição socioeconômica das partes, bem como o porte econômico da empresa.

Por considerar o valor razoável e proporcional, atendendo simultaneamente ao objetivo pedagógico e ao caráter compensatório da indenização, o colegiado seguiu o entendimento. Desse modo, negou provimento tanto ao recurso da empresa quanto ao da trabalhadora, mantendo a condenação. Não cabe mais recurso da decisão.