Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Esther Morais
Publicado em 25 de maio de 2026 às 09:06
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve analisar nesta segunda-feira (25) um decreto que prevê subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina para tentar conter os impactos da alta do petróleo no mercado internacional. A proposta foi formulada pela equipe econômica do governo federal e terá custo estimado em R$ 1,2 bilhão por mês. >
Segundo o governo, o valor será compensado pelo aumento da arrecadação do setor petrolífero provocado pela alta do barril no mercado externo.>
Postos com gasolina barata em Salvador
A medida foi confirmada pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, durante apresentação do segundo relatório bimestral das contas públicas.>
“Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o choque de preços que tivemos na gasolina”, afirmou.>
O subsídio faz parte de um programa emergencial de compensação temporária criado após a disparada do preço internacional do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.>
Segundo o governo, enquanto aguarda a votação no Congresso de um projeto que autoriza o uso da arrecadação extra do petróleo para financiar a medida, o Executivo decidiu avançar com a compensação temporária para a gasolina produzida no Brasil ou importada.>
Na última sexta-feira (22), Lula afirmou que o governo está empenhado em evitar reajustes abusivos nos combustíveis. “Eu brigo todo santo dia para o preço da gasolina abaixar. Posso te garantir que toda semana faço uma reunião. Não tem porque aumentar o preço”, declarou o presidente durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.>
O governo federal também informou que uma força-tarefa nacional intensificou a fiscalização em postos e distribuidoras após o início do conflito no Oriente Médio.>
Além da gasolina, o governo já havia criado em março um programa de subsídio para o diesel importado, em parceria com os estados.>
O mercado internacional de petróleo segue pressionado pelos efeitos da guerra no Irã, que afeta o transporte de cargas e o fornecimento de combustíveis no Oriente Médio, região que concentra alguns dos maiores produtores do mundo.>