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Carol Neves
Publicado em 29 de abril de 2026 às 13:01
A empresa do setor de fertilizantes anunciou a desmobilização do Complexo de Mineração e Químico de Araxá (MG) e a suspensão das atividades de mineração associadas ao Complexo de Patrocínio (MG). As medidas implicam redução de pessoal nas duas unidades. >
Segundo a companhia, durante o processo de paralisação, todas as operações continuarão obedecendo às normas de segurança, ambientais e de gestão de barragens de rejeitos. A empresa informou também que a fábrica de Araxá será vendida, dentro do processo que busca a venda dos ativos localizados na cidade mineira.>
Mesmo com a desmobilização, o grupo afirmou que seguirá avançando no desenvolvimento de projetos ligados ao nióbio em Patrocínio. Os estudos técnicos sobre o mineral estão em fase final, com etapas de amostragem e análise em andamento.>
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Com o encerramento das atividades, a produção anual de fosfato da empresa deve ser reduzida em cerca de 1 milhão de toneladas. A companhia avalia, no entanto, que o impacto no Ebitda ajustado tende a ser limitado, considerando o cenário de preços elevados do enxofre, sem incluir custos pontuais relacionados ao fechamento.>
Após a eventual venda dos ativos, a empresa projeta redução anual de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões em investimentos de capital e economia de US$ 70 milhões a US$ 80 milhões em despesas operacionais.>
A companhia também estima registrar, no primeiro trimestre de 2026, um impacto contábil antes de impostos entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões. O valor inclui perdas por desvalorização de ativos, custos de rescisões contratuais e despesas ligadas à paralisação.>
Em comunicado, o presidente e CEO da empresa afirmou que a decisão está alinhada à estratégia de alocação de capital e busca por retorno financeiro. “A decisão está alinhada à estratégia de alocação de capital e à busca por retorno financeiro”, afirmou o presidente e diretor executivo da empresa, Bruce Bodine, segundo a CNN Brasil. >
A reestruturação ocorre após medidas já adotadas no fim de 2025, quando a companhia iniciou a paralisação da produção de superfosfato simples (SSP) em unidades no Paraná e em Minas Gerais, motivada pela alta do enxofre. Na ocasião, também foi suspensa a compra do insumo.>