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Hambúrguer é vilão? Veja 5 dicas de como incluir na dieta sem prejudicar o emagrecimento

Nutricionista explica como adaptar o consumo ao dia a dia sem comprometer os resultados

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 24 de abril de 2026 às 13:23

hambúrguer
Hambúrguer é vilão? Veja 5 dicas de como incluir na dieta sem prejudicar o emagrecimento Crédito: Reprodução

O hambúrguer faz parte do dia a dia dos brasileiros. Seja no fim de semana, no delivery após um dia corrido ou como uma escolha prática, ele se consolidou como uma das opções mais consumidas no país. Dados da Kantar mostram que esse hábito segue em crescimento: cerca de 47 milhões de brasileiros consumiram hambúrguer no primeiro trimestre de 2024, somando mais de 113 milhões de ocasiões de consumo no período.

Segundo Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clinic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, o efeito dessa guloseima na dieta está diretamente relacionado à composição do prato e à frequência de consumo “Quando inserido dentro de uma rotina nutricional equilibrada, o hambúrguer não compromete o emagrecimento. O que costuma pesar é o excesso de calorias associado, principalmente pela combinação com produtos ultraprocessados e de alta concentração calórica”, explica a especialista. 

Aprenda a fazer hambúrguer caseiro por Reprodução

A  nutricionista esclarece o que realmente faz diferença na prática. Segundo ela, o tipo de carne define o valor energético. Versões industrializadas costumam apresentar maior teor de gordura saturada, sódio e aditivos, o que eleva a concentração calórica. Já as opções artesanais ou feitas em casa permitem maior controle sobre o corte e a proporção de gordura.

“O tipo de carne impacta diretamente o perfil nutricional. Cortes com maior teor de gordura aumentam o valor energético e podem dificultar o ajuste ao longo do dia. A escolha por carnes mais magras favorece uma melhor distribuição de macronutrientes”, orienta. A nutricionista também chama atenção que a combinação de ingredientes pode elevar a carga calórica.

O preparo isolado raramente é o principal fator de desequilíbrio. O aumento do valor energético ocorre, na maioria das vezes, pela associação com ingredientes altamente processados e ricos em gordura. “A soma de itens como queijos processados, bacon e molhos industrializados eleva significativamente a carga energética, além de reduzir a qualidade nutricional. Esse tipo de combinação aumenta o teor calórico sem promover saciedade proporcional”, explica a nutricionista.

O tipo de pão influencia a resposta metabólica. A escolha do pão também interfere diretamente na velocidade de absorção dos carboidratos e na resposta do organismo após o consumo. “Alimentos com alto índice glicêmico favorecem picos de glicose seguidos de queda rápida, o que pode aumentar a fome em curto prazo. Já opções com maior teor de fibras promovem absorção mais lenta e maior saciedade”, destaca.

A frequência ao longo da semana interfere no resultado. Mais do que um consumo pontual, o efeito está relacionado à frequência com que esse tipo de refeição aparece na alimentação ao longo dos dias. “O organismo responde ao padrão alimentar ao longo do tempo. A repetição frequente de preparações com alta carga calórica pode comprometer o déficit necessário para o emagrecimento, mesmo quando há controle em outros momentos”, afirma.

Ela também sugere fazer escolhas mais saudáveis na montagem. Também é possível melhorar a qualidade da escolha com ajustes simples. Dar preferência a carnes magras, evitar excesso de queijos, reduzir molhos prontos e incluir folhas e legumes aumenta o valor nutricional e melhora a resposta do organismo após o consumo. “Quando essa escolha está inserida em um contexto alimentar organizado, mesmo preparações mais densas em calorias podem fazer parte da estratégia de emagrecimento. O equilíbrio ao longo do dia é o principal fator para manter consistência e resultado”, conclui.