Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Carol Neves
Publicado em 9 de abril de 2026 às 08:05
O homem que havia confessado o assassinato da empresária Barbara Denise Folha de Oliveira foi encontrado morto na cela onde estava preso na Penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Barbara foi encontrada morta com moedas nos olhos, na boca e em outras partes do corpo dentro do apartamento onde morava, em São Vicente, em janeiro deste ano. As informações são do portal G1.>
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o detento Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, foi localizado sem vida na última sexta-feira (3) na cela individual que ocupava. A pasta informou que a perícia foi acionada, um boletim de ocorrência foi registrado e familiares foram comunicados.>
Empresária foi morta pelo ex
Até o momento, a causa da morte não foi divulgada. Em nota, a secretaria informou apenas que instaurou procedimento interno para esclarecer as circunstâncias do caso. >
Manoel era ex-companheiro de Barbara. À época do crime, a Polícia Civil destacou que a cena no apartamento chamou a atenção por apresentar características incomuns em relação ao padrão observado em homicídios. Além das moedas posicionadas no corpo da vítima, havia objetos espalhados pelo imóvel, mas sem sinais típicos de luta corporal ou desorganização.>
A investigação apontou que a empresária morreu por asfixia e que a disposição dos elementos no local teria sido alterada após o crime. Um vídeo gravado um dia antes do assassinato, no qual Barbara chorava e pedia para o ex-companheiro deixar o imóvel, também faz parte do inquérito. >
Durante depoimento, Manoel afirmou que parte da cena fazia referência à mitologia grega. Segundo a Polícia Civil, ele associou as moedas colocadas nos olhos da vítima a Caronte, descrito como o "barqueiro" da tradição greco-romana responsável por conduzir mortos ao submundo.>
Ainda conforme a polícia, o suspeito relatou que colocou moedas na boca e em partes íntimas da vítima após discussões envolvendo dinheiro e a recusa dela em retomar o relacionamento. A autoridade policial avaliava, à época, a possibilidade de inclusão de outros crimes além do feminicídio, como tortura ou vilipêndio de cadáver, dependendo do resultado do laudo necroscópico.>
A mãe da empresária, Edileia Moreira Folha, interpretou a cena como um "recado" relacionado a conflitos financeiros e ao relacionamento entre os dois. Ela também foi a primeira pessoa a encontrar o corpo da filha no apartamento.>
Barbara tinha 34 anos e era proprietária de uma clínica de bronzeamento no bairro onde residia. >