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Quem é Sancho Loko, policial influencer preso em investigação por tortura

Ele acumula milhares de seguidores nas redes sociais

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 9 de abril de 2026 às 08:25

PM foi preso em operação
PM foi preso em operação Crédito: Reprodução

O policial militar Junior Sancho Cambuhy, conhecido nas redes sociais como “Sancho Loko”, foi preso na manhã daterça-feira (7) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba. O agente, que reúne mais de 250 mil seguidores na internet, é um dos três policiais militares investigados por suspeita de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica. A prisão foi mantida em audiência de custódia ontem.

Segundo o Ministério Público do Paraná, os crimes investigados teriam ocorrido de forma reiterada durante abordagens policiais na capital paranaense. A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão - três nas residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam.

Além da atuação na Polícia Militar e da presença nas redes sociais, Sancho Loko também já tentou carreira política. Em 2022, ele foi candidato a deputado federal pelo Paraná, pelo PROS, mas não foi eleito.

Sancho Loko foi preso em operação por Reprodução

Influência nas redes sociais

Sancho Loko ganhou notoriedade ao publicar vídeos sobre a rotina policial e opiniões diretas sobre o trabalho na corporação. O conteúdo divulgado nas redes sociais contribuiu para ampliar sua visibilidade pública e também chamou atenção no contexto das investigações.

Dois dias antes da operação, ele havia compartilhado um vídeo ao lado de um colega após uma abordagem policial. Na gravação, os dois aparecem indo até uma farmácia comprar spray antipulgas depois de terem tido contato com um cachorro que acompanhava uma pessoa presa por tráfico de drogas.

A filha do policial, Rebeca Cambuhy, também se manifestou nas redes sociais em defesa do pai. “Não é a primeira vez que você é perseguido, não é a primeira vez que tentam manchar a sua imagem, e em todas as vezes eu te vi voltar melhor, mais forte. Dessa vez não é diferente. Você me ensinou a ser mais macho que muito homem, mesmo sendo sua princesa. Ensinou a não negociar meus princípios e valores em uma sociedade que desconhece isso. Honrar a minha palavra e fazer jus ao meu sobrenome. Você é meu refúgio, meu porto seguro, o lugar o qual eu corro quando estou sem direção. Nada mudou, força e honra.”

Prisão e apreensões

Durante a operação, o Gaeco apreendeu celulares, pendrives e outros dispositivos eletrônicos que devem auxiliar na investigação.

Na residência de Sancho Loko, foram encontradas munições e duas granadas. Segundo informações da investigação, ele alegou que o material era utilizado em treinamentos, mas acabou preso em flagrante por posse de armamento sem autorização.

Já nas casas de outros investigados, foram localizados dinheiro em espécie e munições irregulares.

No batalhão onde os policiais atuam, agentes também apreenderam simulacros de arma de fogo, munições e drogas como maconha, crack e cocaína armazenadas em armários sem identificação.

O que diz a defesa

O advogado Claudio Dalledone afirmou que o policial vai comprovar a legalidade do material apreendido e negou irregularidades.

“O soldado vai provar a inocência e a origem de todo e qualquer equipamento que foi encontrado. O momento é de averiguação. Haverá uma audiência de custódia e, com absoluta segurança, a juíza vai determinar que ele seja prontamente colocado em liberdade”, declarou.

Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que acompanhou a operação por meio da Corregedoria-Geral e instaurará procedimento administrativo para apurar os fatos.

A corporação também afirmou que não compactua com condutas ilegais e reiterou o compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade institucional.