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Wendel de Novais
Publicado em 26 de maio de 2026 às 10:47
A esposa do desembargador Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, passou a ser alvo de questionamentos em um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que investiga a atuação do magistrado na decisão que concedeu liberdade ao megatraficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações são do g1. >
Segundo o documento, Viviane realizava pagamentos elevados em dinheiro vivo durante a construção de uma mansão em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O imóvel foi erguido em um condomínio de alto padrão após a compra de um terreno pelo casal, em 2020. De acordo com o inquérito, a obra custou mais de R$ 2,1 milhões.>
As investigações apontam que os pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço eram feitos diretamente em espécie. Conversas interceptadas pela Polícia Federal mostram que Viviane evitava utilizar cartão e organizava encontros presenciais para entregar os valores.>
Desembargador concedeu prisão domiciliar para megatraficante
Em uma das mensagens obtidas pelos investigadores, ela afirma ao arquiteto responsável pela obra: “Pra mim, fica melhor eu te dar dinheiro todo mês. Esse mês aconteceu de eu te dar picado, porque eu peguei uma parte do dinheiro, depois outra. Saiu tudo picado".>
A Polícia Federal destaca que a reforma começou em 2021, cerca de um ano depois de Divoncir Schreiner Maran conceder prisão domiciliar a Gerson Palermo, condenado a mais de 120 anos por tráfico de drogas. O criminoso rompeu a tornozeleira eletrônica poucas horas após deixar o presídio e fugiu.>
Além da obra, o casal também contratou móveis planejados avaliados em aproximadamente R$ 650 mil. Em outra conversa anexada ao relatório, Viviane solicita um encontro com o fornecedor para quitar parte do valor. “Precisamos marcar para eu acertar com você. Você vem até mim? Estou aqui no TRE. Me avise quando chegar na frente", escreveu.>
Gerson Palermo é um megatraficante do PCC
Os investigadores afirmam que há indícios de pagamentos feitos diretamente dentro de veículos e sem registros formais. Em outro trecho das mensagens, durante negociação para compra de ferragens no valor de R$ 40 mil, Viviane pergunta ao vendedor: "Veja pra mim quanto dá pra fazer no dinheiro".>
O comerciante demonstra surpresa ao confirmar que o pagamento seria em espécie. “É doido!", respondeu ele, sugerindo que a operação fosse realizada por cartão, PIX ou boleto bancário. Segundo a Polícia Federal, até o momento não foi possível identificar a origem do dinheiro utilizado nos pagamentos relacionados à obra e aos serviços contratados pelo casal.>