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Wendel de Novais
Publicado em 26 de maio de 2026 às 10:34
O advogado goiano Matheus Matos Menezes, de 25 anos, candidato ao cargo de delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, voltou a ser reprovado no concurso após refazer o Teste de Aptidão Física (TAF) por decisão judicial. Matheus, que tem nanismo, já havia denunciado anteriormente falta de adaptação nas provas físicas e alegado ter sido vítima de discriminação durante o processo seletivo. >
De acordo com o g1, a primeira eliminação aconteceu após o candidato não conseguir concluir uma prova de salto. Antes da realização do exame, ele havia solicitado adaptações específicas por conta da deficiência e apresentou laudos médicos à Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. O pedido, porém, foi negado.>
Na época, a FGV afirmou, em nota, que os exames biofísicos seguiam os critérios previstos no edital e sustentou que não havia previsão para adaptação individual da etapa física aos candidatos.>
Advogado goiano foi eliminado por 'inaptidão'
Após a reprovação inicial, Matheus recorreu à Justiça. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a eliminação do candidato e autorizou que ele refizesse o teste físico com adaptações.>
Mesmo após a nova avaliação, o advogado foi novamente eliminado do concurso. Segundo resultado divulgado pela FGV, Matheus foi considerado "inapto" nos exames biofísicos e biomédicos. A banca, no entanto, não detalhou em qual prova específica ocorreu a nova reprovação.>
O candidato afirmou anteriormente que decidiu tornar o caso público para discutir os direitos das pessoas com deficiência em concursos públicos. Segundo ele, outros candidatos PCDs também podem enfrentar dificuldades semelhantes pela ausência de critérios adaptados nas etapas físicas.>
A permanência de Matheus no concurso segue sub judice, expressão usada quando a situação ainda depende de decisão definitiva da Justiça.>